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Alto Minho e as peregrinações a Santiago de Compostela
Estamos em presença de um estudo onde o autor, nas cerca de 52 páginas, nos dá conta do culto e das peregrinações altominhotas a Santiago de Compostela.
Num discurso fluido, como é seu timbre, Inácio Rocha, depois de uma Introdução (onde reflecte quer sobre a iniciativa “Os caminhos da Europa”, do Conselho Europeu, quer sobre as antigas peregrinações) aborda os seguintes itens:
*S. Tiago na história e na lenda;
*As peregrinações a Santiago de Compostela;
*A assistência aos peregrinos;
*Culto e Património jacobeu no Alto Minho;
*Definindo caminhos
*Conclusão.
Conheça o autor
Nossa Senhora do Norte nos Caminhos de Santiago
Esta separata composta e aumentada do Boletim Cultural nº 4 do CER leva-nos à história da capela de Nossa Senhora do Norte “situada na outrora chamada Quinta dos Moinhos, hoje mais conhecida por Quinta do Bicho” n(p.5).
À Introdução (onde o autor situa a referida capela e se refere, ainda que brevemente, ao culto mariano em Portugal, em geral, e no Norte, em particular ) segue-se um passeio que nos leva DAS VIAS ROMANAS AOS CAMINHOS MEDIEVAIS para, logo de seguida, percebermos de que forma e por onde, normalmente se peregrinava para Santiago de Compostela (OS PEREGRINOS DE SANTIAGO DE COMPOSTELA) pois
“Santiago da Galiza
É um cavaleiro forte
Quem lá não for em vida
Há-de lá ir depois da morte”
Num quarto capítulo, Inácio Rocha mostra-nos “ A «ESTRADA DO NORTE» NOS CAMINHOS DE SANTIAGO” e assim se entendem imagens como a da “Senhora do Caminho”, em Venade.
Segue-se a “HISTÓRIA DA ERMIDA OU CAPELA DE NOSSA SENHORA DO NORTE” que foi propriedade do avô dos actuais proprietário, Manuel Francisco Pires, por alcunha «O Bicho» e a DEVOÇÃO E CULTO A NOSSA SENHORA DO NORTE.
Nas páginas finais, o autor reflecte, ainda, sobre:
· Fomes, pestes e penitências públicas
· Misterioso desaparecimento da imagem da Senhora do Norte
· Os romeiros das Senhora do Norte
· Que futuro?
Excertos
7. Conclusão
Como conclusão, gostaríamos de referir que não podemos avaliar o impacto cultural das peregrinações jacobeias apenas pelas “pessoas importantes” que delas deixaram relatos, ou cujos itinerários ficaram documentados em roteiros escritos. É também errado pensar-se que, após o esplendor medieval houve uma progressiva e lenta decadência da peregrinação. Os testemunhos aduzidos do século XVIII levam-nos a afirmar que, embora com altos e baixos, as peregrinações a Santiago tiveram uma continuidade substancial que permite precisamente em nossos dias uma nova etapa de esplendor.(…)
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