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O Breve Reino dos Vivos

Este livro – ou uma grande parte dos capítulos – esteve presente a um concurso literário organizado pelo Sindicato dos Bancários do Centro. Arrecadou o primeiro prémio do Júri constituído por profissionais das letras e docentes da Universidade de Coimbra.

Tendo a guerra colonial como pano de fundo, a narrativa evolui em experiências plenas de ansiedade, medo e conquista de uma sobrevivência pautada sempre pelos gestos mínimos da manutenção da integridade física e mental, numa selva natural e humana onde se reproduzem os sentidos e a amargura de povos em luta sangrenta. A reflexão dos espaços físico e ande parte dos seus interior de cada homem preso nas teias de um conflito sempre estranho, fazem deste livro uma longa caminhada pelos valores da vida e a iminência constante de os perder. Pode considerar-se um romance pungente e doloroso.

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Conheça o autor

"Fernando Melim nasceu em 21 de Setembro de 1944, em Urgueira, Valença do Minho. Faz parte da geração que cresceu sob as sombras do edifício do Estado Novo. Foi pára-quedista em Angola entre 1963 e 1965.Volta a Portugal onde assiste ao 25 de Abril de 74. São as vivências, os silêncios e as hipocrisias desta época que o autor verte para a sua obra."
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ISBN

972-97292-3-9

Outros

Badanas

Pequeno texto dos editores explicando a inserção deste romance na Coleção Imagens de Hoje,” uma coleção que pretende ser o espelho dos dias que vivemos e onde cada leitor possa encontrar motivos do seu próprio encontro e reconhecimento.”

Fotografia e biografia do autor.

Contra capa

Excerto do romance.

Excertos

“Afinal não está sozinho, Francisco Simas também veio, os amigos sempre estão presentes quando devem estar, sorri-lhe do outro lado da sepultura, muito ensimesmado deve ter estado para não o ver ali, sem mágoa profunda, sem desgosto visível, está ali porque deve estar e estando pergunta sem perguntar, como se pode ter a certeza?, como se pode ter a certeza que este é o lugar do fim se uns afirmam veementemente que sim e outros afirmam veementemente que não?, ainda bem que Francisco Simas não torna a morte irreversível, se calhar foi visitado pelo Miro, quem sabe se pelo Alforreca, ambos garantindo o além. – Sabes, Dimas, só morre neste mundo, nesta vida, quem não ousa ousar o eterno, o infinito. Não importa que outros não ousem mais que ousar uma breve visão até ao horizonte dos olhos do corpo, dos passos da vida… (…) o homem só consegue entender até aos limites da sua capacidade de entender e por aí se queda o seu entendimento, por isso é que é pequeno e fraco e miserável, não pode transcender-se, não quer transcender-se, não admite que outros se tanscendam, basta-se com a existência e não aspira a vida, por isso é que rareiam os milagres e o Miro morreu, afirmando uns que acabou e julgando outros que sobrevive a si próprio, estejas onde estiveres, Miro Sardinha, fica em paz.”

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