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Emigração Clandestina de Portugueses para Espanha no Século XIX
A obra é uma separata do volume II, resultante das comunicações apresentadas na “Primeira Conferência Europeia da Comissão Internacional de Demografia Histórica”, realizada em Espanha, em 1993.
Baseada na pesquisa efectuada nos Livros de Recenseamento MIlitar, entre os anos de 1855 e 1865, a comunicação de que resultou a presente separata versou sobre a emigração clandestina de jovens portugueses do sexo masculino para Espanha, entre os anos anteriormente referenciados.
Seguindo um esquema que comportou os seguintes passos:
– As fontes;
– Ausências para Espanha;
– Distribuição por concelhos;
– Mobilidade geográfica;
– Grupos sócio-profissionais;
– Quadro familiar,
o autor põe-nos perante dados e situações que permitem compreender os fenómenos e as causas que estiveram por detrás da emigração clandestina dos jovens portugueses do sexo masculino para o país vizinho. Assim, são referidos aspectos como a profissão, a origem sócio-económica e o quadro familiar em que o jovem se encontra inserido.
Acompanham o estudo alguns quadros sobre
– o número de mancebos emigrantes em Espanha segundo od “Livros de Recenseamento Militar”;
– os concelhos que indicaram mancebos emigrados em Espanha entre 1856/1866;
– as actividades profissionais dos mancebos ausentes em Espanha;
– o estado civil dos emigrantes em Espanha, segundo os “Livros de Recenseamento Militar”;
– os emigrantes órfãos registados nos “Livros de Recenseamento Militar”;
bem como uma série de notas explicativas e dois gráficos, o primeiro dos quais com dados sobre o número de emigrantes saídos para espanha, segundo os referidos livros, entre 1856 e 1866; o segundo, baseado na mesma fonte, porém referenciando o número de emigrantesem cada concelho.
Emigração e Alfabetização – O Alto-Minho e a Miragem do Brasil
A obra, resultante a dissertação de mestrado apresentada pelo autor na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, compõe-se de três partes:
– Primeira Parte: Contexto político, económico e social;
– Segunda Parte: Alfabetização e quadros familiares;
– Terceira parte: Percursos e dinâmicas.
O estudo é, inegavelmente, um contributo importantíssimo para o conhecimento da emigração alto-minhota no século XIX, com base num estudo exaustivo dos elementos constantes dos passaportes emitidos pelos Governo Civil de Viana do Castelo, entre 1835 e 1860.
Assim, ao longo das mais de duzentas páginas que formam a obra, Henrique Rodrigues aponta leis sobre emigração de 1760 a 1863, com incidência na acção do Marquês de Pombal, nas transformações decorrentes das invasões francesas, no período de luta entre absolutistas e liberais, na posição dos jovens face aovserviço militar obrigatório. Aborda também os reflexos que as crises políticas e económicas tiveram na população do Alto Minho – a emigração -, para se deter, no terceiro capítulo, na análise da distribuição por grupos etários e por períodos, da emigração para o Brasil, bem como na origem geográfica, sócio-profissional e cultural daqueles que emigravam.
Na segunda parte, refere, como o título indica, os índices de alfabetização dos emigrantes que do Alto Minho se desloicavam para o Brasil e os seus quadros familiares (relações de parentesco entre os emigrantes e aqueles que pertenciam a quadros familiares precários – expostos, órfãos e filhos ilegítimos).
A última parte é preenchida totalmente com o tratamento de dois temas: objectivos e destino dos emigrantes e a dinâmica dos abonadores no universo da emigração. Se no primeiro capítulo são referenciadas as áreas de destino dos emigrantes, actividades profissionais que exerciam, sexo, estado civil e municípios de origem, no segundo, o autor centra-se no papel dos abonadores e suas áreas de influência, nos capitães e proprietários de barcos e na dinâmica familiar de apoio à emigração.
Cerca de três dezenas de figuras (gráficos) encontram-se inseridas ao longo dos diversos capítulos e quase duas dezenas e meia de quadros preenchem a parte final da obra.
De salientar, também, o “Apêndice Documental” e a extensa lista bibliográfica que foi consultada para a realização do estudo.
Emigração e Dinâmicas Familiares – Aspectos sócio-profissionais e indicadores de alfabetização
A brochura, separata de “Estudos Regionais nº 16”, aborda a temática da emigração para o Brasil a partir do segundo terço do século XIX até 1860, nos concelhos do distrito de Viana do Castelo.
Centra-se em quatro problemáticas essenciais: elementos de um mesmo núcleo familiar que emigravam: pais, irmãos, tios e primos; nível de escolarização/alfabetização dos emigrados; profissões que desempenhavam na terra natal; e médias etárias quer dos titulares dos passaportes colectivos, quer dos seus acompanhantes.
O autor utiliza como fonte de estudo os registos de pssaportes colectivos emitidos pelo Governo Civil de Viana do Castelo. A partir desta fonte, elabora fichas de recolha de dados, que servirão de base aos gráficos que apresenta, com a respectiva leitura e conclusões.
Para além dos gráficos já referidos, o estudo é acompanhado, na parte final, por seis quadros, contendo dados sobre:
– Passaportes colectivos e médiaetárias por anos de saída;
– Distribuição mensal de passaportes para o Brasil entre 1858 e 1860;
– Distribuição de acompanhantes por titular de passaporte;
Tipos de assinatura de acompanhantes e portadores de passaporte colectivo;
– Distribuição profissional dos emigrantes do Alto Minho com passaportes colectivos saídos para o Brasil, entre 1837 e 1860;
– Portadores de passaporte colectivo por concelho do distrito de Viana do Castelo.
As últimas páginas do estudo comtêm as referências bibliográficas citadas no corpo do mesmo.
Etnologia: Alto Minho (Distrito de Viana do Castelo)
A obra apresenta na capa o título Etnologia e na folha de rosto Etnografia do Alto Minho. É, na opinião do Autor, “um subsídio para o estudo das Artes Populares, Trajes e Folclore no Alto Minho”.
António Paço reuniu, de forma organizada, os aspectos mais significativos da cultura da região e divulga-os, promovendo a sua valorização.
Os belos e riquíssimos trajes regionais das diferentes freguesias são apresentados na sua evolução, descritos na sua constituição e na forma como são executados. Naturalmente, os ranchos folclóricos ocupam lugar de destaque, com referência à sua origem e aos aspectos que melhor os caracterizam.
As actividades artesanais, das diferentes freguesias são dadas a conhecer, quer pelo depoimento dos próprios artesãos, quer pelas informações que o Autor foi recolhendo na sua investigação.