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Eis um novo livro de amor, escrito por amor, para o Amor e com amor onde a presença do tu é uma necessidade pois, como a poeta afirma no texto de entrada, que dá o nome ao livro,
… não basta o frio do Inverno
nem o frio que vem de nós
para as fissuras mais doerem!
Basta que a tua presença se instale
… no vão da ausência.
Esta separata composta e aumentada do Boletim Cultural nº 4 do CER leva-nos à história da capela de Nossa Senhora do Norte “situada na outrora chamada Quinta dos Moinhos, hoje mais conhecida por Quinta do Bicho” n(p.5).
À Introdução (onde o autor situa a referida capela e se refere, ainda que brevemente, ao culto mariano em Portugal, em geral, e no Norte, em particular ) segue-se um passeio que nos leva DAS VIAS ROMANAS AOS CAMINHOS MEDIEVAIS para, logo de seguida, percebermos de que forma e por onde, normalmente se peregrinava para Santiago de Compostela (OS PEREGRINOS DE SANTIAGO DE COMPOSTELA) pois
“Santiago da Galiza
É um cavaleiro forte
Quem lá não for em vida
Há-de lá ir depois da morte”
Num quarto capítulo, Inácio Rocha mostra-nos “ A «ESTRADA DO NORTE» NOS CAMINHOS DE SANTIAGO” e assim se entendem imagens como a da “Senhora do Caminho”, em Venade.
Segue-se a “HISTÓRIA DA ERMIDA OU CAPELA DE NOSSA SENHORA DO NORTE” que foi propriedade do avô dos actuais proprietário, Manuel Francisco Pires, por alcunha «O Bicho» e a DEVOÇÃO E CULTO A NOSSA SENHORA DO NORTE.
Nas páginas finais, o autor reflecte, ainda, sobre:
· Fomes, pestes e penitências públicas
· Misterioso desaparecimento da imagem da Senhora do Norte
· Os romeiros das Senhora do Norte
· Que futuro?
É, em nosso entender, um excelente guia pelos percursos dos afectos que “a magia das mãos” vai tecendo por todo o Alto-Minho.
Percorrê-lo é re-visitar as memórias dos artesãos: dos oleiros; dos pintores de cerâmica; dos funileiros; das muitas bordadeiras e das inúmeras tecelãs; das artistas de festa e dos seus lindos palmitos e ramos de noiva; dos pintores de azulejo; dos artesãos de cerâmica e dos de artefactos de metal como caravelas, potes e caldeirões.
São estórias da nossa gente. São percursos dos nossos afagos…
… que necessitam de ajustes … e o autor sugere, caso a caso, o que julga mais pertinente.
O livro termina com a apresentação do Decreto-Lei 110/2002 de 16 de Abril, diploma que faz o enquadramento legal do Estatuto do Artesão e da Unidade Produtiva artesanal.
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