Biblioteca

Moranga

MORANGA é um livrinho com 33 poemas, sem título, numerados precisamente de 1 a 33, que nos falam do amor e do fazer poético.

Do primeiro, o autor diz que nos dá a verdade.

Sempre que fala de amor, Geraldo Tavares dirige-se à mulher a quem dedica o livro, à “ moranga, sentada na cadeira grave / da sala de estar”. À MORANGA que o enfeitiçou pois “ela veio e a vida ficou melhor”, que o amor é mesmo um de repente e “ para quem ama / não é inútil nada” .

A MORANGA é pois uma omnipresença e até “ A pastelaria monótona, fumarenta / cheia de gente fútil, elegante, / perde seu ar, seu torpor constante, / se Ela a meu lado se compõe e senta”.

A propósito do fazer poético o poeta espera que “ seja simples meu verso como o meu amor:/ a frase não vá / além do dia a dia, / que aí, julgo eu, / está a poesia”. A poesia é a sua circunstância, o seu dia-a-dia, a vida:

“Vida! Quero vida a borbulhar nos versos!
Não mais palavras gastas, imprecisas:
Venham as coisas concretas, precisas,
Os termos sãos, os sentimentos tersos!”

Na Poética dos Lugares

Neste livro de poemas, ilustrado com belíssimas fotografias, ilustrativas de espaços que muito dizem aos vianenses, o autor partilha connosco as suas vivências desses mesmos espaços.

Tomando como ponto de partida Viana e os seus lugares, Na Poética dos Lugares leva o leitor a viajar, quer pelos seus arredores ( Ponte de Lima, Areosa, Carreço, Afife, Vila Praia de Âncora, Caminha) quer a deslocar-se até lugares mais distantes (Galiza, Porto Revisitado, Coimbra) quer a mergulhar na essência de ser português (Bandeira de Portugal, Clarabóias do meu País) ou na Imensidão Profunda do Mar.

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