Viana do Castelo

Livro Branco (Um Temporário de Anabela)

Estamos perante um livro-testemunho: testemunho de vida que a Anabela deixou em alguns dos seus textos e testemunho dos seus amigos e de muitos os que com ela conviveram.

Depois do Prefácio, da autoria de José Luís Carvalhido da Ponte, segue-se uma fotobiografia redigida por uma amiga da Anabela, a professora Maria Gigante Abreu, e servida por inúmeras fotos, cedidas pela família, e variadíssimos excertos de depoimentos dos seus amigos.

É aqui que começamos a entender a Anabela: a sua coragem perante a dor, a sua alegria de viver, a sua serenidade, a sua beleza interior, o seu saber receber e os seus actos solidários.

Finalmente estamos perante o TEMPORÁRIO de Anabela. TEMPORÁRIO porque, como se lê no Prefácio, são pedaços de tempo e não todo o tempo de Anabela.

É composto por cartas, crónicas, poemas e reflexões várias.

São textos carregados de amor, umas vezes, de dúvida, outras, mas sempre acreditando que se a vida nos der limões amargos o mais sensato será fazer com eles uma refrescante limonada.

São, alguns deles, agradáveis exercícios de escrita.

Parece-nos um livro de cabeceira nos momentos de desânimo, de depressão, de contrariedades.

Lugar da Amorosa

Nesta obra, a autora faz a história do Lugar da Amorosa, desde as suas origens, em 1911, até aos nossos dias.

Depois de uma Introdução, a obra desenvolve-se nos Cap.I -Os Pioneiros (1900-1911-1953, Cap.II – Primeira Fase de Desenvolvimento (1953-1955), Cap.III – Segunda Fase de Desenvolvimento (1955-1970),Cap. IV – Terceira Fase de Desenvolvimento (1970-2000), Cap. V – A Praia de Amorosa do Séc. XXI (2000-2008) a que se segue a Conclusão.

Memórias do Passado: Contos do Presente

A uma dedicatória, intitulada “Na Patena…”, e dirigida a todos aqueles com quem o autor se cruzou ao longo da sua vida familiar e eclesiástica, segue-se uma “Apresentação”, na qual o autor explica a génese deste volume,”uma autobiografia” que foge “ao sistema tradicional de indicar os pormenores biográficos de índole pessoal”, mas cujos “Contos” “são pedaços de uma vida contada aos bocadinhos, sem rigor temporal, nem ordenança lógica”.

Sucedem-se, depois, trint e uma pequenas histórias sobre pessoas, acontecimentos do passado, trabalhos agrícolas, crenças antigas, lugares, episódios da vida de professor e eclesiástica, nas quais, de uma maneira ou de outra, o autor participou.

Minha Terra Mais Pequena

Obra composta por sugestivos poemas nos quais a autora confessa o seu carinho pelo Minho, mais concretamente, por Viana. O leitor é levado a conhecer o clima, os espaços, a gente, os costumes vianenses, não deixando também de acompanhar a cor, a alegria e a magia da Romaria da Senhora da Agonia. A paixão pela Princesa do Lima percorre toda a obra, não abdicando a poetisa de formular o seu último desejo: “Quero adormecer, um dia, /aos pés de Santa Luzia.” (…) “Onde o sol da romaria / me entorne o oiro por cima. /Onde cante o vento leste”.

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