Viana do Castelo

Solo de Vozes [Separata dos tomos X e XI dos Cadernos Vianenses]

O autor começa por reflectir sobre a riqueza da cultura portuguesa decorrente de uma língua “repartida por diversos espaços e falares”. De seguida debruça-se sobre a leitura e a ileitura e refere um conjunto de autores do Alto-Minho que lograram “alguns, por sua arte, atravessar fronteiras de tempo e de espaço, e seus nomes e obras inscrever na História da Literatura.”

Depois de se questionar sobre se “serão estes poetas do Alto-Minho suficientemente lidos” afirma ser sua intenção abordá-los da forma que lhe parecer mais correcta e dessas leituras dar conta nos Cadernos Vianenses.

Este separata marca o início e David Rodrigues começa mesmo pelo princípio, pela Poesia Trovadoresca e, mais concretamente, neste caso por MARTIM SOARES de quem analisa oito cantigas de amor e outras tantas de escárnio e maldizer.

A terminar o autor afirma ser tempo “de se fazer a re-visão global prometida sobre a poesia de MARTIM SOARES”.

Teatros

TEATROS inclui três peças com cariz simultaneamente didáctico e lúdico.

TOCA, NÃO TOCA E VOLTA A TOCAR, peça em 8 quadros, um prólogo e um epílogo, foi criada a partir da peça de António Torrado Flauta sem Mágica. Segundo o autor, «é uma peça essencialmente ecológica (…) vocacionada para os mais novos.(…)aborda a temática da poluição sonora versus fruição musical, da poluição do ar versus ar puro, da polifonia versus monotonia (…)».

JARDIM CELESTE, opereta em 2 actos na qual, a propósito da inauguração de um chafariz e de um urinol se desenrola uma mordaz crítica social.

Na peça MARESIA, ode cómico-trágico-marítima em 2 actos, o pequeno Chicharrinho segue com curiosidade e interesse as histórias das aventuras do Avô Zé Chicharro e do Faroleiro Ti Jão que retratam vários episódios da vida de uma comunidade piscatória.

Tempo Escolar

O livro contém dez contos, dactilografados: A cunha, As sapatilhas, Generosidade, Justiça, A revolta, Os palhaços, A briga, Quem teria razão?, Tabaco especial e Vocação.

Em todos, o referente é o quotidiano de uma qualquer comunidade escolar: a cunha, a preocupação pelas questões sociais ( a miséria social/a pobreza), pelo uso e abuso do tabaco, pelos copianços, etc.

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