Câmara Municipal de Viana do Castelo

O Canto de Cisne da Louça de Viana

O estudo, separata do tomo 24 dos “Cadernos Vianenses”, é composto por um texto único ao qual se adicionam sessenta e três imagens de peças de louça, contemplando diversos modelos, agrupadas segundo critérios que têm a ver com características comuns: área pintada; cores utilizadas; tipos de peças; processos de pintura…
O texto propriamente dito, que se apresenta dividido em dois itens, inicia-se com a referência ao facto de a louça inglesa invadir o território nacional e principiar a deter a preferência do público comprador, devido ao seu preço muito mais módico e que, por este facto, competia com o mercado nacional.

Assim, as fábricas de louça portuguesas tiveram de lançar mão de diferentes estratégias de modernização e de optimização dos seus recursos, assimilando (embora com alguma relutância) processos de estampagem e inspirando-se em motivos ingleses, aos quais imprimem uma feição própria.

Segue-se uma referência cada grupo de peças, tendo por base a codificação das fotos catalogadas de 1.1 a 1.12.

Num segundo ponto, Matos Reis dá-nos a conhecer a vontade dos artistas vianenses em manter personalizada a sua produção, fazendo com que a sua intervenção se sobrepusesse ao emprego de instrumentos mecânicos. Optaram, então, pelo processo denominado transfer-print, o qual exigia o retoque manual e que o autor do estudo explica com algum detalhe. Termina este ponto o inventário das peças catalogadas de 2.1 a 2.12.

No Centenário da Morte de D. Luís: Uma visita da Família Real a Viana

Estamos perante uma pequena separata do Tomo XVI dos Cadernos Vianenses (pp 137/149) onde o autor, a propósito do centenário da morte do Rei D. Luis, a) relata a visita que o monarca fez a Viana do Castelo, em 1887; b) alude à criação da Escola de Desenho Industrial de Viana do Castelo (que acabou por ser criada em 13 de Junho de 1888, precisamente nos mesmos dia, mês e ano em que nasceu Fernando Pessoa) dando-nos conta do texto que os artistas de Viana dirigiram ao seu Rei pedindo-lhe a criação da escola de que hoje a Escola Secundária de Monserrate é herdeira.

Do Cisma Clerical à Patuleia em Viana do Castelo

Este ensaio aborda as divisões no seio do clero no período que se segue à extinção das ordens religiosas. Estas divisões não se limitavam aos partidários do liberalismo e aos fiéis de Roma, mas também no seio destes entre pereiristas e falperristas. Estas divisões e os conflitos a elas associados contribuíram para o clima político e social que esteve na origem do movimento da Patuleia.

Filippo Terzi à Luz dos Documentos

A obra, separata da Revista “Arquivo do Alto Minho”, apresenta, no seu corpo, dois momentos distintos. O primeiro, compreendido entre as páginas 7 a 10, versa sobre a necessidade de se construir uma barreira que impedisse o saque e a destruição por parte das incursões de estranhos. Tal barreira ficou conhecida por “fortaleza de SAntiago da Barra”. Será, assim, a história das diferentes fases por que passou a construção desta fortaleza que ocupará o autor ainda no primeiro momento, com enfoque para o papel de Filippo Terzi, que é enviado à então vila de Viana para, satisfazendo o repetido desjo da edilidade vianense, “estudar o local e traçar o plano da nova fortaleza de Viana do Castelo”. Acompanha este primeiro ponto uma ilustração, contendo a planta do Forte de Santiago da Barra, com menção da obra cujo traçado é da autoria de Filippo Terzi, assim como das construções pré-existentes e que Terzi integrou no seu plano.

Separa os dois momentos, a imagem do brasão do engenheiro.

A segunda parte, consideravelmente mais extensa do que a primeira, divide-se em três capítulos. O primeiro, denominado “A Campanha do Norte de ÁFrica”, relata a biografia do engenheiro/arquitecto e a sua presença no norte de África, acompanhando D. Sebastião no desastre de Alcácer Quibir. O segundo capítulo mostra-nos as obras de que foi responsável durante o reinado de Filipe I de Portugal e o afecto que o monarca lhe dedicou. No capítulo terceiro, apontam-se as obras de arquitectura militar (fortificações), ao longo da costa poretuguesa, que contaram com a sua intervenção.

A separata termina com um quarto ponto, denominado “Crepúsculo”, que funciona como conclusão ao estudo. Nele, António Matos Reis sintetiza os aspectos mais importantes da obra arquitectónica de Filippo Terzi e foca os seus últimos anos de vida: obras que projectou, a visita à Itália natal, o regresso a Portugal, onde viria a falecer.

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