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Livro Branco (Um Temporário de Anabela)

Estamos perante um livro-testemunho: testemunho de vida que a Anabela deixou em alguns dos seus textos e testemunho dos seus amigos e de muitos os que com ela conviveram.

Depois do Prefácio, da autoria de José Luís Carvalhido da Ponte, segue-se uma fotobiografia redigida por uma amiga da Anabela, a professora Maria Gigante Abreu, e servida por inúmeras fotos, cedidas pela família, e variadíssimos excertos de depoimentos dos seus amigos.

É aqui que começamos a entender a Anabela: a sua coragem perante a dor, a sua alegria de viver, a sua serenidade, a sua beleza interior, o seu saber receber e os seus actos solidários.

Finalmente estamos perante o TEMPORÁRIO de Anabela. TEMPORÁRIO porque, como se lê no Prefácio, são pedaços de tempo e não todo o tempo de Anabela.

É composto por cartas, crónicas, poemas e reflexões várias.

São textos carregados de amor, umas vezes, de dúvida, outras, mas sempre acreditando que se a vida nos der limões amargos o mais sensato será fazer com eles uma refrescante limonada.

São, alguns deles, agradáveis exercícios de escrita.

Parece-nos um livro de cabeceira nos momentos de desânimo, de depressão, de contrariedades.

Lopes – Uma Família de Artistas em Portugal e na Galiza

A obra é uma separata, desta feita da “Revista de Guimarães”, número XCVI, datada de 1986. Após a introdução, o autor detém-se sobretudo em cinco elementos de uma família de artistas – os Lopes – durante os séculos XVI e XVII (mestres canteiros que trabalharam sobretudo o granito): João Lopes-o-Velho, João Lopes-o-Moço, Gonçalo Lopes, Mateus Lopes, João Lopes de Amorim e Pedro Afonso. Faz-se ainda menção a outros membros da família; no entanto, estes não alcançaram a notoriedade dos anteriores: Bastião Afonso; Manuel e Baltasar Lopes.

Sobre cada mestre canteiro são fornecidos alguns dados biográficos e profissionais, com relevância para as obras em que colaboraram e para aquelas cujo traçado é de sua autoria.

O estudo possui ainda uma conclusão, um mapa em que se encontram assinaladas as localidades onde os mestres Lopes deixaram obra, a bibliografia consultada e quinze imagens de obras que patenteiam o cunho dos mesmos.

Lugar da Amorosa

Nesta obra, a autora faz a história do Lugar da Amorosa, desde as suas origens, em 1911, até aos nossos dias.

Depois de uma Introdução, a obra desenvolve-se nos Cap.I -Os Pioneiros (1900-1911-1953, Cap.II – Primeira Fase de Desenvolvimento (1953-1955), Cap.III – Segunda Fase de Desenvolvimento (1955-1970),Cap. IV – Terceira Fase de Desenvolvimento (1970-2000), Cap. V – A Praia de Amorosa do Séc. XXI (2000-2008) a que se segue a Conclusão.

Marte Instruto

Marte instruto (Generalidades sobre a batalha antiga e a medieval e meios de acção nelas empregados) é o texto de uma conferência proferida nas «Festas Militares» de 1935 no Teatro Sá de Miranda de Viana do Castelo.

SUMÁRIO: Preâmbulo. De como de uma reminiscência escolar e de um soneto de um Poeta contemporâneo se engendra uma alegoria táctica. A choupana e a arma. O contacto. A ofensiva. O combate de encontro. O ataque de flanco e de revés. A defensiva. A pequena diferença… O que é o exército. Carácter ofensivo da batalha campal na era da arma branca. Referência aos cercos e à retirada. O objectivo final e os objectivos individuais. Os meios na idade do ferro. Canas (a.C. 216) O mago das batalhas. O local e o dispositivo. A manobra envolvente. Outros engenhos. Predomínio da cavalaria. As milícias concelhias. Pequena variante de armamento medieval sobre o antigo. Novas de Telesa (1212) A cruzada. Um rei não belicoso. O dispositivo. A solidez da infantaria portuguesa. O arranco. O milagre de Navas. Palavras de Herculano. Razões porque se pára aqui.

Um episódio local. A muralha da Vila de Viana-da-Foz-do-Lima. Um lugar selecto de Silva Campos. Um segrel contemporâneo: ao sabor da musa popular… Pelo Mestre de Avis! Nun’Álvares às portas da vila. O reforço de dentro. O desfecho. Levantando o guante.

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