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O Senhor de Si

Numa das últimas páginas deste livro podemos aceder à “tábua do poemas”, um índice com os títulos dos 21 poemas, que foram escritos no período compreendido entre os finais de 1990 (Outubro) e inícios de 1991 (Abril).

Na leitura dos títulos é perceptível a carga pessoal e intimista dos poemas, denotando-se um possível percurso de crescimento pessoal, marcado pela presença e memórias das suas origens.

Mas seguindo a curiosidade provocada pela leitura inicial da “Tábua de Versos” mergulha-se no texto poético do autor, que neste livro tem uma marca claramente autobiográfica:

*   A irmã Adelaide Couto Viana a quem é dedicada a obra,…

*   as memórias do seu nascimento na casa que “oscilou como um barco no mar/…/ E, entre as rezas e ais, comecei a chorar. (p.7),

*   as memórias da infância,…

*   … as gotas de sangue, que marcam o desaparecimento de familiares… a primeira quando tinha cinco anos (Avô),… um amigo do Liceu (Trancredo, p.14)

O Sr. Jesus – Monografia do Cristo da Infantaria de Viana

O corpo da obra O Sr. Jesus – Monografia do Cristo da Infantaria de Viana está dividido em três partes temáticas:

I. Luiz do Rêgo
II. O Senhor dos Quartéis
III. A Devoção

Segue-se um Anexo composto de sete notas intituladas: Nota I – A triste Praça; Nota II – A propósito de um letreiro; Nota IV – A inscrição malograda; Nota V – Principais efemérides do 3; Nota VI – A casa do Assento (Padaria Militar); Nota VII e última – Adenda

Ao longo da obra, o leitor é guiado, segundo o autor, numa «pequena digressão pela cidade e pelos tempos idos». Seguindo o trajecto desde a Praça da República, através da Rua General Luis do Rego até ao Quartel de Infantaria 3, o autor vai tecendo comentários sobre lugares e gentes vianenses da sua actualidade, confrontando-os com aspectos do seu passado.

A primeira parte do livro é dedicada ao «escorço da personalidade» do general Luis do Rego Barreto «a quem se consagrou esta rua de Viana», «…um dos oficiais portugueses de patente superior que comandaram tropas na Guerra Peninsular…”O bravo Luiz do Rêgo”… com esse mesmo atributo foi conhecido e apontado no transcurso dessa campanha…».

Na segunda parte do livro – O Senhor dos Quartéis – o autor faz a descrição do Cristo existente no quartel, justificando a sua designação (1) e levanta questões sobre a origem (2) da devoção como patrono da Infantaria de Viana, talvez iniciada aquando da Guerra Peninsular.

Na terceira parte do livro – A Devoção – descreve o seu testemunho de um culto à imagem – em tempos provavelmente organizado e suportado financeiramente (3) – que extravasava as paredes do quartel, estendendo-se à população circundante (4).

(1) ver excerto 1
(2) ver excertos 2 e 3
(3) ver excerto 4
(4) ver excerto 5

O Zezinho Cigano

Ao longo de 15 capítulos, O Zezinho Cigano aborda problemas que afectam a juventude (problemas sociais dos meninos da rua, trabalho infantil, droga, roubo,sida…) e suscita a reflexão de quem o lê, no sentido de contribuir para uma maior consciencialização, passo primordial para que esses problemas sejam melhor tratados e para que as condicionantes que estão na sua génese sejam encaradas não como fatalidades necessárias mas como produto dum certo tipo de sociedade.

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