Poesia

Impressões

Publicado em 1980, este conjunto de 42 textos que o autor intitula como”Impressões”, divide-se em 2 ciclos.

O Ciclo das Horas– variações – e o Ciclo do Amor – variações – onde são apresentados, como os próprios termos indicam alguns registos de Impressões sentidas pelo sujeito poético ao longo do seu percurso de vida. Podemos observar o paralelismo usado entre a razão e a ilusão.

Pode-se perceber que os registos referidos resultam de uma constante atenção e observação da vida vivida ao nível dos sentidos, do que realmente ela é e significa para o sujeito poético.

Limites da Razão

“ mais do que uma poesia confessional, o que encontramos em Limites da Razão é uma autêntica súmula do que Adelaide Graça considerará serem os aspectos fundamentais da nossa condição humana. (…)

A ler com um olhar tão claro como a água”

Rui Zink

“ Onde nos leva a deambular pelo universo em busca, porventura, do nosso próprio universo … (…) porque o futuro de cada momento é a razão de cada instante da vida. A razão sem limites der cada um de nós.”

Fernando Soares

Meu Coração Caminheiro

No livro Meu Coração Caminheiro, o coração malicioso e inconstante que brincou com as «paisanas» ou as namorou sem propósitos de «bom fim», sofre já, sangra já, atingido pelo verdadeiro amor. Apresento, como exemplo, três poesias: Saudades (…) o excerto de um longo poema, Impossível Amor, pertencente à terceira e última parte do livro, intitulada Descendo a Encosta (só um ano depois, com este mesmo nome, apareceria a obra de Eugénio de Castro!). Tal como a primeira, surge colorida de transparentes tintas românticas (…) E, por fim, a terceira poesia, decerto a mais exemplar na estrutura pemática, na beleza das sínteses e, também, a mais liberta do molde naturalista. Chama-se Órbita Fatal e prova bem que o seu autor não é um mero aspirante a poeta, mas um poeta autêntico que merece ser salvo do esquecimento a que a fatalidade do Letes o votou (…)

António Manuel Couto Viana, Poetas Minhotos, Poetas do Minho

Minha Terra Mais Pequena

Obra composta por sugestivos poemas nos quais a autora confessa o seu carinho pelo Minho, mais concretamente, por Viana. O leitor é levado a conhecer o clima, os espaços, a gente, os costumes vianenses, não deixando também de acompanhar a cor, a alegria e a magia da Romaria da Senhora da Agonia. A paixão pela Princesa do Lima percorre toda a obra, não abdicando a poetisa de formular o seu último desejo: “Quero adormecer, um dia, /aos pés de Santa Luzia.” (…) “Onde o sol da romaria / me entorne o oiro por cima. /Onde cante o vento leste”.

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