Autor

Carlindo Vieira

"PORQUE ESCREVO?... --Porque escrevo? --Escrevo...porque gosto. Porque, creio, sou lido. Escrevo, porque aprecio fazer viajar ideias e ornamentar frases bonitas. Dá-me gozo transformar o adjectivo em rosa e, delicadamente, oferecê-la ao substantivo mais próximo. E brincar aos "robertos"com os verbos. Fazê-los falar em várias vozes, por diversificadas pessoas, com ou sem reflexos, neste tempo e daquele modo. Depois, há pessoas que dizem o que sentem. Há,porém, outras que sentem, mas não sabem dizer. Escrevo, ainda, porque nasci à beira do Lima e perto do mar. A onda da maré, rio acima, ou a do mar, sumindo-se na areia, cadenciam-me a letra do verso e modulam-me a sílaba da frase. Ao cadinho do estilo gramatical vou buscar a coloração das figuras literárias, que embelezam a escrita da paisagem limiana. São as ninfas sedutoras do Lima comigo a poetar e, juntos, a romancear belezas. Versos que pedem melodias...romances que transcendem amores. Viana é Canção... Viana é Amor. Carlindo Vieira"

Concelho Viana do Castelo
Data de Nascimento: 22-02-1929
Profissão: Padre/Professor Aposentado

Livros do autor

S. Salvador da Torre na História da Ribeira Lima

Ao longo de nove capítulos, Carlindo Vieira (Carlos Miguel) apresenta a história da sua terra natal – São Salvador da Torre.

Após a localização e caracterização geográficas, passa às origens históricas, a partir de relatos de autores consagrados, como Frei Luís de Sousa, e de documentos oficiais.

Em “O Homem e a Terra”, são os habitantes, os seus trajes e trabalhos, as culturas, a fauna e a flora, que dão corpo à história desta terra. Seguem-se as tradições locais, designadas pelo autor como ” Costumeiras Locais”, e delas constam a matança do porco, o compasso pascal, o Natal, Janeiras e Reis, finalizando com as Cornetadas, isto é, as manifestações de desacordo.

A beleza natural deste recanto minhoto também não foi esquecida e, em “A Terra en o Turismo”, valorizando-se, sobretudo, o rio, as suas aprazíveis margens, as passagens de barco, a pesca…

Os “monumentos locais”, moinhos de vento e azenhas, alminhas e cruzeiros, integram o capítulo VI, intitulado “Aspectos do Passado”.

Em “Manifestações Religiosas” destaca-se a festa da Senhora do Corporal, no Domingo da Pascoela, também chamado Domingo das sete Senhora, por, neste dia, se celebrarem no Vale do Lima sete festas a outros tantos títulos de Nossa Senhora. Segue-se a referência ao Senhor de Fora, hoje já em desuso, que consistia na procissão do Sagrado Viático em visita aos enfermos da paróquia, acompanhado pela população.

Do capítulo dedicado às “Expressões Populares” conta a explicação da toponímia, um glossário de vocabulário local termos populares, uma lista de expressões populares e respetivo significado, orações e canções populares.

No último capítulo, “Estatística de Actividades” (Presente e Passado), é apresentada a relação dos “monumentos locais”, e das atividades existentes na freguesia, bem como dos párocos que aí exerceram o seu ofício, do século XVI à data da obra, terminando com um apêndice contendo três documentos em latim: Doação de Frei Ordonho para a fundação do Mosteiro de São Salvador da Torre (Anno 1068), Couto de São Salvador da Torre (anno 1130) e Couto de Outeiro (Anno 1176).

Contos de Riba Lima

A um prefácio do próprio autor, segue-se um conjunto de sei contos, designados na obra por capítulos, cujos respectivos títulos são:

– “O Crime da Quinta do Cruzeiro”, subdividido em: “A Casa da Tomada” e “A Quinta do Cruzeiro”;

– “O Miguelito e as prendas do Natal”;

– “O Matoso e a Guarda”;

– “As papas dea Serra”;

– “O carro do Pinto”;

– “Histórias Macabras”.

Tendo como cenário o ambiente rural do Alto Minho, mais concretamente a região de Riba Lima, neles são relatados crimes, apresentadas figuras típicas, histórias de esperteza saloia…

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