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| ISBN | 972-9397-47-3 |
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O Barroco no Alto Minho
Obra de investigação histórica no domínio da arquitectura, escultura e pintura em estilo barroco no Alto-Minho divide-se em duas partes: os monumentos barrocos do Alto-Minho, as suas características e os seus artistas; as fontes para o estudo do Barroco no Alto-Minho.
Na primeira parte, reflecte-se sobre a originalidade do barroco nesta região, relacionando-o com o movimento barroco nacional, mas, também com uma tradição local anterior.
Na segunda são apresentadas, em resumo, as fontes dando-nos a conhecer as escrituras das obras estudadas.
Conheça o autor
Subsídios para o Estudo da Economia e Sociedade de Ponte de Lima na Época de Quinhentos (Separata)
Com base no estudo do “Livro de Sisas de Ponte de Lima”, 1531-1532, e outros documentos já conhecidos, aborda a evolução urbana de Ponte de Lima, as actividades económicas e a fiscalidade numa época de transição e de mudança, a época quinhentista.
Esta análise aparece enquadrada na situação nacional e regional, tanto no plano político, como no económico, como no religioso.
O Prestomado de Valdevez
Este ensaio apresenta-se dividido em duas partes: uma primeira dedicada aos préstamos em geral; uma segunda sobre as características e limitações do Prestomado de Valdevez.
Este trabalho integra-se na área de estudos das instituições religiosas medievais, procurando enquadrar o aparecimento e desenvolvimento do Prestomado de Valdevez no contexto histórico, geográfico e humano envolvente.
Raízes Históricas da Diocese de Viana do Castelo
Estudo de investigação histórica, esta obra debruça-se sobre a história das instituições religiosas cristãs desde o período mais remoto da cristianização do noroeste peninsular até à nova igreja saída da revolução liberal.
Obra de fôlego divide-se em quatro capítulos:
I- Inter Dorium et Minium – A Cristianização
II- A Administração Eclesiástica de Valença do Minho
III- A Sé de Viana e a Piedade Barroca
IV- A Comarca Eclesiástica de Valença
O Porto de Viana na Época dos Descobrimentos
Este trabalho aborda quatro temas relativos ao porto de viana na época dos Descobrimentos:estruturas materiais; privilégios e regimentos; comércio marítimo e regional; os mareantes e mercadores.
Tendo como limites cronológicos os séculos XV e XVII, esta investigação retrata a época mais brilhante da actividade do porto de Viana, um dos principais centros marítimos fora das grandes cidades.
Outros
Badanas
Esta é uma obra de investigação histórica no domínio da arquitectura, escultura e pintura em estilo barroco, desenvolvida nesta região de Entre-Minho e Neiva.
Nasceu com a finalidade de apoiar o trabalho de inventariação e preservação do património artístico ostentado pelas igrejas da diocese de Viana do Castelo.
Mais do que descrever ou analisar os espécimes barrocos, esta obra apresenta as referências históricas, mormente escrituras de contrato e inventários. O seu autor procura realçar datas, nomes, condições e prazos.
Oxalá seja capaz de chamar a atenção para a riqueza, em número e singularidade, do barroco desenvolvido pelos pedreiros e escultores desta região que, longe dos grandes centros urbanos do País e, sobretudo, em contacto com os Galegos, lhe atribuíram um cunho regional e raiano.
Excertos
“Um barroco no Alto-Minho? Não queremos cair em situações bizarras ou de puro bairrismos. Sabemos que, a nível nacional, o barroco, principalmente durante a fase do rocaille ou rococó, se regionalizou. Em Braga, Porto e Lisboa adquiriu traços diferentes no seu rosto. Há vários sub-barrocos por influência dos materiais utilizados, raízes culturais e inspirações estranhas, especificidade do génio dos artistas e escolas. Temos a certeza que, no Alto-Minho, o barroco floresceu num contexto cultural e histórico muito próprio. Destacamos, evidentemente, a influência da Galiza e a existência de uma escola de pedraria de características autónomas e servida por um número de representantes incalculável, cujo trabalho se estendeu a todo o Norte do País e vizinha Espanha.
Deste modo a pergunta inicial tem cabimento. Encontrar uma resposta não é fácil. (…)” (página 74)
Livros relacionados
Arquitectura Religiosa do Alto Minho II – Século XVIII ao Século XX
Abarcando, segundo o título, dois séculos da história da arte religiosa no Alto Minho, porém quedando-se fundamentalmente no século XVIII e primeira metade do XIX, (embora com algumas incursões ainda pelos finais da era seiscentista) este segundo volume sobre a arquitectura religiosa da região já mencionada é prefaciado por José da Silva Lima, director, no ano de publicação, da Escola Superior de Teologia e Ciências Humanas de Viana do Castelo. O mesmo Dr. Silva Lima fará, no final do livro, uma conclusão, em que, num discurso laudatório da pessoa e da obra do Padre Dr. Lourenço Alves, apela a todo o leitor, sobretudo ao altominhoto, para que preserve, valorize e transforme em locais pedagógicos a riqueza patrimonial de que o Alto MInho foi sendo dotado ao longo de tantos séculos e de tantas gerações.
Por seu turno, Lourenço Alves pensou e apresentou a obra dividida em duas partes, a primeira a8que o autor denomina “Introdução” totalmente composta por conceitos e informações sobre os dois estilos que preenchem as mais de trezentas páginas: o Barroco e o Neoclássico; a segunda (“Igrejas e Capelas – Descrição”), contendo uma descrição pormenorizada de noventa e uma igrejas, santuários, ermidas e capelas dos concelhos de Arcos, Caminha, Melgaço, Monção, Paredes do Coura, Ponte da Barca, Ponte de Lima, Valença e Viana do Castelo.
Sobre o estilo barroco (I parte), especificamente, o autor incide em aspectos como a semântica da palavra, a origem e evolução do estilo e as principais características que apresenta. Seguidamente, faz um historial da difusão do estilo barroco em Portugal, para se deter, ainda que sinteticamente, no barroco altominhoto, dando ênfase ao papel dos emigrantes brasileiros, das irmandades e das confrarias. A incursão no barroco termina com uma abordagem, ainda que ligeira, dos principais exemplares da arquitectura barroca em Viana do Castelo, enfatizando o trabalho da autoria de dois engenheiros: Miguel de L’École e Manuel Pinto de Vilalobos.
A II Parte contempla a descrição pormenorizada de aspectos de natureza etimológica, histórica e artística das igrejas, santuários, ermidas e capelas barrocas e neoclássicas altominhotas. Lourenço Alves optou por organizar esta parte em nove capítulos, correspondendo cada um a um dos nove concelhos mencionados. A ordenação de cada concelho é feita por ordem alfabética, não estando os espécimes de arquitectura religiosa (santuários, igrejas, capelas e ermidas) englobados em cada um, sujeitos a qualquer ordem específica.
Assim, no concelho de Arcos de Valdevez, são referenciados (as):
Igreja de Cabreiro; Igreja de Carralcova; Igreja de Cendufe; Igreja do Extremo; Igreja de Eiras; Igreja da Gavieira; Santuário da Peneda; Capela de S. Bento do Cando (Gavieira); Igreja de Gondoriz; Igreja de Grade; Igreja de Paçô; Igreja de Santa Cristina de Padreiro; Igreja de Prozelo; Igreja de Rio Cabrão; Igreja de Rio Tinto; Igreja do Vale.
No concelho de Caminha:
Igreja de Âncora (Santa Maria); Capela de Santa Luzia; Igreja de Arga de Cima; Capela de Santo Antão; Igreja de Arga de Baixo; Igreja de S. João de Arga; Igreja de Argela; Igreja de Cristelo; Igreja de Dem; Capela da Senhora da Serra; Igreja de Gondar; Igreja de Lanhelas; Igreja de Moledo; Capela da Senhora de ao Pé da Cruz; Capela de Santo Isidoro; Igreja de Orbacém; Ermida de São Martinho de Couraçadas; Igreja de Riba de Âncora; Capela da Senhora de Guadalupe; Igreja de S. Pedro de Seixas; Capela de S. Bento de Seixas; Igreja de Vila Praia de Âncora; Capela da Senhora da Bonança; e Igreja de Vile.
No concelho de Melgaço:
Igreja de Cristóval; Igreja da Gave; Igreja de São Paio de Paderne; Igreja de Prado; Igreja de Paços; Igreja de Rouças.
No concelho de Monção:
Igreja de Badim; Igreja de Bela; Igreja de Cambeses; Capela de Nossa Senhora dos Milagres; Igreja de Ceivães; Igreja de Mazedo; Igreja de Podame; Igreja de Riba de Mouro; Igreja de Segude; Igreja de Tangil; Igreja de Troviscoso; Igreja de Trute; e Igreja de Valadares.
No concelho de Paredes de Coura:
Igreja de Bico; Igreja de Ferreira; Igreja de Padornelo; Capela do “Ecce Homo”; Igreja de Romarigães; e Igreja de Vascões.
No concelho de Ponte da Barca:
Igreja de Entre-os-Rios; e Igreja de Oleiros.
No concelho de Ponte de Lima:
Igreja de Beiral de Lima; Santuário da Senhora da Boa Morte (Correlhã); Igreja de Brandara; Igreja de Cabaços; Igreja de Fontão; Igreja da Labruja; Santuário do Senhor do Socorro (Labruja); Igreja de Vilar das Almas; e Igreja de Poiares.
No concelho de Valença:
Igreja de Boivão; Igreja de Cerdal; Igreja de Fontoura; Igreja de Condomil; Igreja de Santa Maria da Silva; e Igreja de São Pedro da Torres.
No concelho de Viana do Castelo:
Igreja de Alvarães; Capela do Senhor do Bonfim (Carreço); Igreja de Vila Nova de Anha; Igreja do Carmo; Igreja de Nossa Senhora de Fátima; Igreja da Montaria; Igreja de Mujães; Igreja de São Martinho de Outeiro; e Igreja de Serreleis.
O livro encontra-se profusamente ilustrado, apresentando pelo menos uma foto, a preto e branco ou a cores, de quase todos os espécimes tratados.
A Colecção de Azulejos do Museu Municipal de Viana do Castelo
As trinta páginas que compõem a obra encontram-se repartidas por cinco itens (Breve introdução; Azulejos hispano-árabes; Azulejos planos; Azulejos historiados; Período neoclássico), seguidos pelo inventário, dividido em cinco colunas.
Na introdução à obra, primeiro item, António Matos Reis traça a história da origem da cerâmica vidrada e do azulejo na Europa, salientando a sua proveniência, a divulgação da técnica da esmaltagem, a época de começo da utilização dos azulejos, ou seja, dos “ladrilhos de cerâmica com revestimento esmaltado” na Península Ibérica e a sua difusão e posterior aplicação tanto em pavimentos como em revestimento de paredes.
Nos quatro itens seguintes, reconta-se, continuando a sequência temporal iniciada no primeiro item, a história do azulejo, mormente a da colecção existente no Museu Municipal de Viana do Castelo e no distrito.
Assim, no segundo item (Azulejos hispano-árabes), foca-se o alicatado (mosaico considerado um predecessor do azulejo), a corda seca (processo de fabrico de azulejo, usado desde finais do século XV), os azulejos de aresta, a diferença entre os azulejos de corda seca e os de aresta e os exemplares deste tipo de azulejaria existente no distrito de Viana do Castelo.
O terceiro item (Azulejos planos)referenciam-se as grandes mudanças que se operaram na azulejaria na época do Renascimento e os espécimes representativos que se podem encontrar no distrito de Viana do Castelo: processo mais rápido de pintura e a liberdade que tal processo deixava ao artista para compor os motivos a aplicar sobre a placa de azulejo; os denominados «azulejos enxaquetados»; as composições de «tapete» e possibilidades que oferecem; os azulejos monócromos, divulgados no século XVII.
Em “Azulejos historiados”, o leitor é colocado ante a azulejaria barroca, azul e branca, que recobriu os inteirores de palácios e igrejas e deixou vários exemplares no distrito já mencionado.
No “Período Neoclássico”, segunda metade do século XVIII, o azulejo mantém uma policromia discreta, rareando as composições figurativas, para dar lugar a quadros, sobretudo ovais, “com paisagens e raras figuras humanas no centro dos painéis decorativos”. Novamente se inventariam os exemplares existentes no distrito.
O inventário está dividido em cinco colunas: “na primeira apresenta-se uma numeração de catálogo, ordenado segundo a tipologia dos espécimes; na segunda indica-se a quantidade de peças correspondentes a cada número; na terceira procede-se à respectiva descrição, necessariamente breve e, por conseguinte, lacónica; na quarta menciona-se o número de inventário: a este se faz referência quando se cita o número de uma ficha; finalmente regista-se o número da película no arquivo fotográfico”.
Castelos do Alto Minho
As vinte e quatro páginas desta publicação dizem respeito às fortificações de interesse histórico existentes em todo o distrito de Viana do Castelo.
Após a introdução, em que são referidos genericamente os tipos de fortificações existentes no Alto Minho, assim como as datas em que foram erigidas, os locais de implantação e alguns dos arquitectos e engenheiros militares a elas associados, parte-se para a elencagem dessas fortificações. Sobre cada uma delas são mencionados aspectos como localização, data de construção, algumas características e classificação enquanto monumento nacional ou imóvel de interesse público.
Completa estes dados, sempre que possível uma fotografia da construção.
A página cinco é ocupada por um mapa no qual está assinalada a localização dos “castelos, torres e fortalezas do Alto Minho, localizados sobre a carta militar de 1813”, com a numeração com que aparecem descritos seguidamente:
1- Viana do Castelo – Muralhas medievais
2- Viana do Castelo – Castelo de Santiago da Barra
3- Forte da Vinha ou da Areosa – Viana do Castelo
4- Forte de Paço, em Carreço – Viana do Castelo
5- Forte do Cão ou da Gelfa – Santa Maria de Âncora, Caminha
6- Forte da Largateira – Vila Praia de Âncora
7- Forte da Ínsua – Caminha
8- Caminha – Muralhas
9- Vila Nova de Cerveira – Castelo
10- Forte de Lovelhe – Vila Nova de Cerveira
11- Fortim da Atalaia – Vila Nova de Cerveira
12- Forte de S. Luiz Gonzaga – S. Pedro da Torre, concelho de Valença
13- Forte de Campos – Campos, Vila Nova de Cerveira
14- Forte da Silva – Silva, concelho de Valença
15- Forte da Gandra – Gandra, concelho de Valença
16- Valença – Muralhas
17- Torre de Lapela – Lapela, concelho de Monção
18- Monção – Muralhas
19- Melgaço – Castelo e muralhas
20- Castelo de Castro Laboreiro – Castro Laboreiro, concelho de Melgaço
21- Portela do Extremo – Dois fortes
22- Lindoso – Castelo – Lindoso, Ponte da Barca
23- Vila Nova de Muía – Torre militar conventual – Vila Nova de Muía, Ponte da Barca
24- S. Martinho de Castro – São Martinho de Castro, Ponte da Barca
25- Giela – Torre e Paço – Giela, Arcos de Valdevez
26- Refoios – Torre – Refoios, Ponte de Lima
27- Ponte de Lima – Torres e Muralhas
Conclui a obra, antes da menção da bibliografia consultada, uma breve referência às fortificações de que apenas existem alguns vestígios:
– Castelo de Neiva;
– Castelo de Santo Estêvão;
– Castelo de Albergaria;
– Castelo da Nóbrega;
– Castelo de Santa Cruz;
– Castelo de Fraião;
– Castelo de Pena da Rainha.
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