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Dilúvio de Chamas
Em dilúvio de chamas encontramos poemas e prosa dispersa por revistas e/ou páginas literárias de Portugal, Brasil e Espanha.
Conheça o autor
Presépio de Pão
Três contos de Natal passados num mundo rural onde pobreza, amor e esperança se misturam.
Excertos
29. Búzio
Com dois pobres fios
de água se faz o nó
de prata como o rio
que perde a memória
do leito nas rugas do estio
até o búzio cantar na foz
dos lábios o mar que vio
lentamente percorre em nós
Livros relacionados
Em Louvor de Viana e Outros Poemas
O livro divide-se em três partes.
A 1ª. Que lhe dá o nome, compõe-se de 19 quase-epifanias de “Viana do Minho” e da Costa Verde, da ponte metálica e das pombas de S. Domingos, da festa, da feira, do castelo e da fé dos pescadores… e mesmo quando a paixão do seu peregrinar o colocou longe da pátria, recorda, ainda assim, Viana, a “bela das mais belas”.
Na 2ª parte, a que chamou Outros poemas, encontramos 13 sonetos onde o autor nos fala sobre a aldeia, os costumes e as tradições (escultores, sardinheiras das Neves, o Monte de S. Silvestre, as sargaceiras, a terra e as danças, as alminhas) e sobre “os nossos poetas”: Diogo Bernardes, Agostinho da Cruz, Sebastião Pereira da Cunha, António Feijó, João Verde, João da Rocha, Alfredo Reguengo, Severino Costa, José Crespo, Pedro Homem de Melo, Francisco Pitta, Maria Manuela Couto Viana, António de Cardielos, Rosália de Castro, Carvcalho Calero, trovadores Minho-galaicos, entre outros.
Na última parte, no Apêndice poético-musical, incluiu textos, alguns musicados (hinos) de “homenagem a esses heróis do trabalhoque tanto amam a sua terra e toda esta região maravilhosa do Alto Minho”.
À Sombra dos Passos
Apresentação global
“À SOMBRA DOS PASSOS”(Poesia) inicia com uma dedicatória do Poeta a seus filhos, seguindo-se uma nota introdutória da autoria de Fernando Melim (Escritor e jornalista).
É composto por quarenta e dois poemas,apresentando alguns deles ilustrações de Lucilo Valdez. O primeiro poema, “RECORTES DA VIDA” é dedicado à sua tia Madalena Rebôlo.
Burguês Anti-Burguês
(…) Burguês Anti-Burguês denuncia os interesses criados e instalados que abafam e apagam na consciência a realização íntima e profunda do eu, da vida e até do amor. Impedindo a auto-realização, fazem do homem uma máscara de futilidade e ilusão caindo-se no inautêntico e no fora de si, na exterioridade do mim. Surge aqui a linha mestra de quase toda a obra, a luta entre o espírito e a matéria. (…)
A vida, e por consequência a obra, é uma superação. Poesia do frágil derruir de tudo, do declínio da ilusão “Cumpre o teu dever que é envelhecer” e de algum desprendimento em que o tempo surge como crepúsculo total na sua fugacidade que apaga e destrói o efémero e o sonho, igualando os humanos na morte. A morte como o grande horizonte ou aurora da vida é também um tema central na obra de Geraldo Aresta.(…)
Mas, se a presente obra brota da intimidade, é de nóms que ela se ocupa e, por isso, nos abala. Porque nos arranca a máscara e vai directa às nossas fraquezas. (…)
in Prefácio de “Burgês Anti-Burguês”
( excertos)
Limites da Razão
“ mais do que uma poesia confessional, o que encontramos em Limites da Razão é uma autêntica súmula do que Adelaide Graça considerará serem os aspectos fundamentais da nossa condição humana. (…)
A ler com um olhar tão claro como a água”
Rui Zink
“ Onde nos leva a deambular pelo universo em busca, porventura, do nosso próprio universo … (…) porque o futuro de cada momento é a razão de cada instante da vida. A razão sem limites der cada um de nós.”
Fernando Soares
Domínios Consentidos
Organizada em três momentos – paisagens de dentro, margens interiores, domínios consentidos – a poesia afirma-se, em poemas breves, onde o poeta se assume na plenitude da sua natureza.
Hospital
Percorrendo a “Tábua” deste livro de poemas, sai reforçada a ideia de que os textos abordam vivências de alguém que se viu na necessidade de estar num hospital… constatamos a existência de doentes provavelmente companheiros de enfermaria, desde “O Chinês”, “O Doido Senil”, “O Bom Samaritano”, O “Filósofo” e “O Colérico”… Mas um hospital também é feito de “Dor” que muitas vezes é atenuada pela presença de “As Visitas”.
Também encontramos poemas com os títulos “corpo clínico”, “Pessoal de Enfermagem e “Pessoal Auxiliar”.
“O Juízo Final” é o último poema em que é marcante uma postura crítica em tom de apelo ao Ministro de Saúde, responsável máximo pelo barracão degradado que “tem o chão aos buracos” e onde o poeta jaz internado.
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