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| ISBN | 978-972-9397-57-8 |


Origens da Paróquia do Senhor do Socorro
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Nossa Senhora do Norte nos Caminhos de Santiago
Esta separata composta e aumentada do Boletim Cultural nº 4 do CER leva-nos à história da capela de Nossa Senhora do Norte “situada na outrora chamada Quinta dos Moinhos, hoje mais conhecida por Quinta do Bicho” n(p.5).
À Introdução (onde o autor situa a referida capela e se refere, ainda que brevemente, ao culto mariano em Portugal, em geral, e no Norte, em particular ) segue-se um passeio que nos leva DAS VIAS ROMANAS AOS CAMINHOS MEDIEVAIS para, logo de seguida, percebermos de que forma e por onde, normalmente se peregrinava para Santiago de Compostela (OS PEREGRINOS DE SANTIAGO DE COMPOSTELA) pois
“Santiago da Galiza
É um cavaleiro forte
Quem lá não for em vida
Há-de lá ir depois da morte”
Num quarto capítulo, Inácio Rocha mostra-nos “ A «ESTRADA DO NORTE» NOS CAMINHOS DE SANTIAGO” e assim se entendem imagens como a da “Senhora do Caminho”, em Venade.
Segue-se a “HISTÓRIA DA ERMIDA OU CAPELA DE NOSSA SENHORA DO NORTE” que foi propriedade do avô dos actuais proprietário, Manuel Francisco Pires, por alcunha «O Bicho» e a DEVOÇÃO E CULTO A NOSSA SENHORA DO NORTE.
Nas páginas finais, o autor reflecte, ainda, sobre:
· Fomes, pestes e penitências públicas
· Misterioso desaparecimento da imagem da Senhora do Norte
· Os romeiros das Senhora do Norte
· Que futuro?
No Centenário da Morte de D. Luís: Uma visita da Família Real a Viana
Estamos perante uma pequena separata do Tomo XVI dos Cadernos Vianenses (pp 137/149) onde o autor, a propósito do centenário da morte do Rei D. Luis, a) relata a visita que o monarca fez a Viana do Castelo, em 1887; b) alude à criação da Escola de Desenho Industrial de Viana do Castelo (que acabou por ser criada em 13 de Junho de 1888, precisamente nos mesmos dia, mês e ano em que nasceu Fernando Pessoa) dando-nos conta do texto que os artistas de Viana dirigiram ao seu Rei pedindo-lhe a criação da escola de que hoje a Escola Secundária de Monserrate é herdeira.
Prefácio
A história das paróquias portuguesas foi objecto de estudo,aprofundado por vários investigadores, entre os quais se destaca Avelino de Jesus Costa que reconstitui o processo de fundação e evolução destas unidades administrativas e religiosas.
Mas, as comunidades cristãs surgem devido ao crescimento populacional de fiéis num dado espaço,(…).As primeiras paroquias nasceram, sob a responsabilidade dos bispos, com igrejas, baptistérios e cemitérios.
(…)
Ao escrever duas palavras sobre «AS ORIGENS DA PARÓQUIA DO SENHOR DO SOCORRO,1969-2009», obra de um autor com pergaminhos e detentor de um repositório de memórias únicas sobre esta comunidade religiosa, devo fazer uma nota prévia, antes de apresentar aos leitores as ideias fortes deste estudo mongráfico.
O Mestre Dr. Manuel Inácio Rocha, investigador de boa nomeada e de mérito reconhecido pela academia do Porto, fez uma recolha meticulosa de fontes impressas e manuscritas, reunindo informações únicas, em arquivo particular, que agora analisa e dão corpo a um livro sobre a Paróquia que ajudou a crescer.
(…)
A história desta jovem comunidade não deve ser dissociada das raízes de um povoado ancestral que se fixou, ao longo dos milénios, no espaço geográfico em que se enquadra o Senhor do Socorro.. Arqueólogos como Abel Viana e Brochado de Almeida, encontraram prova arqueológica da existência de vestígios de ocupação desta área, desde o paleolítico (pré-história) atá ao presente, como bem sublinha e documenta Manuel Inácio Tocha nesta monografia. Assim, a existência de um aglomerado populacional concentrado neste sítio, desde a Parinheira atá à Fábrica-de Tecidos, atesta a presença de um agegado humano com vontade de autonomia cujo sentido tem elevada expressão no âmbito religioso.
Outros
Badanas
Fotografia e biografia do autor; bibliografia.
Contra capa
Símbolos dos patrocinadores.
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Arquitectura Religiosa do Alto Minho I – Século XII a Século XVII
Neste primeiro volume sobre a arquitectura religiosa no Alto Minho, o autor presenteia-nos com uma visão bastante completa das construções de cariz religioso existentes na região referenciada, erigidas não só entre os séculos XII e XVII, como o título sugere, mas ainda recuando no tempo até aos primitivos templos cristãos da época visigótica. Sobre esta época, referencia, na região entre Douro e Minho, a igreja de S. Frutuoso de Montélios, nas proximidades de Braga e a de São Pedro de Balsemão, nos arredores da cidade de Lamego. Formalmente, o volume I é constituído por 368 páginas, contendo um prefácio, três partes (a primeira com quatro capítulos, a segunda e a terceira, cada uma com dois) e uma extensa lista de bibliografia consultada. Tematicamente, cada parte corresponde a um estilo arquitectónico: o românico; o gótico-manuelino; e o maneirismo. Acercando-se do estilo românico, o autor começa por recuar no tempo, dando-nos alguns pormenores sobre a arte pré-românica, que lhe serve de ponto de partida para focar o estilo românico, primeiramente na Europa, e depois, afunilando a área de intervenção, detém-se na Península Ibérica, para referir as influências galegas no românico da região do rio Minho; desta, concentrar-se-á, no final do primiero capítulo, no Alto Minho português. Segue-se, nos dois capítulos subsequentes, uma extensa lista de igrejas e capelas da Ribeira Minho e da Ribeira Lima, enquadradas no estilo em estudo na primeira parte, sendo tecidas, para cada uma delas, considerações de ordem histórica (data de fundação, fundadores, acontecimentos históricos a que ficaram associadas…) ambiental (a paisagem natural em que se inserem) e artística (arquitectónica e escultórica, sobretudo). No último capítulo, são-nos fornecidas, segundo palavras do autor, algumas achegas para uma melhor interpretação da cultura medieval alto-minhota: a arte decorativa românica e a sua simbologia; a origem histórica e social dos símbolos e respectiva interpretação, sejam eles de natureza antropomórfica, teriomórfica, vegetal ou geométrica. Na parte concernente ao Gótico e ao Manuelino (II parte), o procedimento do autor no tratamento destes dois estilos artísticos segue basicamente as coordenadas traçadas anteriormente. Assim, no capítulo primeiro, são-nos igualmente referenciadas, para cada estilo, a sua origem, as condições económicas e sociais que possibilitaram o seu florescimento, qual o espírito que esteve na base do seu surgimento (o religioso ou o profano) as principais características, deixando Lourenço Alves, no ar, a questão se o Manuelino poderá ser considerado um estilo ou simplesmente uma arte. Já no segundo capítulo, encontra-se o inventário de toda a arquitectura religiosa do Alto MInho com características góticas e manuelinas. Estas igrejas e capelas gótico-manuelinas são estudadas segundo os mesmos aspectos das românicas. A parte dedicada ao Maneirismo comporta um estudo não só da origem e características deste estilo, mas também uma referência ao Humanismo e aos “dois” Renascimentos: o primeiro e o pleno. Segue-se o estudo das sete principais igrejas e capelas maneiristas do Alto Minho, cinco em Viana do Castelo, uma em Ponte de Lima e outra em Caminha. Como convém a qualquer obra cuja temática se relacione com a arte, também esta se apresenta abundantemente ilustrada, maioritariamente com a imagem geral do monumento, embora existam casos em que é destacado algum pormenor: porta, arcos, janeletes, retábulos, pórticos, altares, abóbadas… De relevar também a inclusão de três quadros com o inventários do símbolos antropomórficos, teriomórficos e vegetais, e geométricos existentes nos exemplares de arquitectura religiosa românica referenciados na obra.
Castelos do Alto Minho
As vinte e quatro páginas desta publicação dizem respeito às fortificações de interesse histórico existentes em todo o distrito de Viana do Castelo.
Após a introdução, em que são referidos genericamente os tipos de fortificações existentes no Alto Minho, assim como as datas em que foram erigidas, os locais de implantação e alguns dos arquitectos e engenheiros militares a elas associados, parte-se para a elencagem dessas fortificações. Sobre cada uma delas são mencionados aspectos como localização, data de construção, algumas características e classificação enquanto monumento nacional ou imóvel de interesse público.
Completa estes dados, sempre que possível uma fotografia da construção.
A página cinco é ocupada por um mapa no qual está assinalada a localização dos “castelos, torres e fortalezas do Alto Minho, localizados sobre a carta militar de 1813”, com a numeração com que aparecem descritos seguidamente:
1- Viana do Castelo – Muralhas medievais
2- Viana do Castelo – Castelo de Santiago da Barra
3- Forte da Vinha ou da Areosa – Viana do Castelo
4- Forte de Paço, em Carreço – Viana do Castelo
5- Forte do Cão ou da Gelfa – Santa Maria de Âncora, Caminha
6- Forte da Largateira – Vila Praia de Âncora
7- Forte da Ínsua – Caminha
8- Caminha – Muralhas
9- Vila Nova de Cerveira – Castelo
10- Forte de Lovelhe – Vila Nova de Cerveira
11- Fortim da Atalaia – Vila Nova de Cerveira
12- Forte de S. Luiz Gonzaga – S. Pedro da Torre, concelho de Valença
13- Forte de Campos – Campos, Vila Nova de Cerveira
14- Forte da Silva – Silva, concelho de Valença
15- Forte da Gandra – Gandra, concelho de Valença
16- Valença – Muralhas
17- Torre de Lapela – Lapela, concelho de Monção
18- Monção – Muralhas
19- Melgaço – Castelo e muralhas
20- Castelo de Castro Laboreiro – Castro Laboreiro, concelho de Melgaço
21- Portela do Extremo – Dois fortes
22- Lindoso – Castelo – Lindoso, Ponte da Barca
23- Vila Nova de Muía – Torre militar conventual – Vila Nova de Muía, Ponte da Barca
24- S. Martinho de Castro – São Martinho de Castro, Ponte da Barca
25- Giela – Torre e Paço – Giela, Arcos de Valdevez
26- Refoios – Torre – Refoios, Ponte de Lima
27- Ponte de Lima – Torres e Muralhas
Conclui a obra, antes da menção da bibliografia consultada, uma breve referência às fortificações de que apenas existem alguns vestígios:
– Castelo de Neiva;
– Castelo de Santo Estêvão;
– Castelo de Albergaria;
– Castelo da Nóbrega;
– Castelo de Santa Cruz;
– Castelo de Fraião;
– Castelo de Pena da Rainha.
Aspectos da Cultura Castreja no Alto Minho
Aspectos da Cultura Castreja no Alto Minho é uma separata da revista “Caminiana”, nº 3 de Dezembro de 1980.
O texto, da autoria do Dr. Lourenço Alves, analisa a cultura castreja galaico-portuguesa sob diferentes aspectos, fornecendo um manancial de dados sobre a localização dos primitivos castros e citânias (à beira-mar ou em zonas de interior. Se situados à beira-mar, privilegiam um cabo ou uma pequena península, a fim de assegurarem uma defesa natural por três lados sendo o quarto lado defendido por um fosso que cavavam na rocha ou na terra; caso se localizassem no interior, então preferiam os cimos dos montes e outros acidentes naturais do terreno que lhes propiciavam alguma protecção e serviam de lugares de defesa), suas possíveis configurações (plantas circulares, ovaladas ou elípticas, delimitadas por muralhas que quase nunca dispensavam fossos ou taludes, naturais ou artificiais), tipologias de habitação (arredondada simples; arredondada com vestíbulo curvo; arredondada com vestíbulo formado por paredes rectas, paralelas ou não; alongadas com um ou vários muros curvos; angulares; angulares com vestíbulo; mistas, construídas por associação das formas anteriormente referidas, podendo aparecer as paredes com cinco tipos de aparelhos: o irregular ou de alvenaria; o poligonal; o helicoidal; com fiadas horizontais sujeitas aos materiais da região; ou de outras formas que não se podem enquadrar nos grupos anteriores), habitantes destes povoados primitivos (povos pré-celtas – lígures e seus descendentes como os oestrímnios, sefes – e celtas), e suas formas de vida: organização social (em tribos independentes que se uniam em situações de emergência. Na zona galaico-portuguesa, parece que existiam vinte e três tribos, entre elas a dos Brácaros, a dos Límicos, a dos Leunos, a dos Gróvios, a dos Luenos…), economia (os castrejos dedicavam-se ao pastoreio, à lavra das terras, à caça, à pesca, trabalhavam os metais e o barro, fabricando objectos de cerâmica. Possuíam animais como o boi, a vaca, o cavalo, a ovelha, o bode. Com o leite dos animais fabricavam manteiga, que substituía o azeite. Alguns animais, para além de fornecerem a sua carne, ajudavam o homem. Também eram peritos no fabrico de cerveja e de cestaria. As actividades comerciais não seriam igualmente de desprezar), costumes (alimentação frugal; prática de luta corpo a corpo e de exercícios de ginástica como treino militar; dureza no tratamento com os prisioneiros que imolavam aos deuses da guerra ou decepavam-lhe membros para oferecer aos númens; casamentos monogâmicos como os dos gregos; exposição dos doentes nos caminhos, para que ouvissem os conselhos de quem já padecera do mesmo mal; expulsão dos parricidas e pena de morte para vários delitos comuns…), religião (politeísmo, prestando culto a divindades como Ares; Júpiter; Marte, Deusa- Mãe; divindades protectoras dos caminhos, dos penedos, dos bosques; serpentes; Sol; Lua; Lume; símbolos fálicos…), ritos (adivinhatórios, de oferendas, de fecundidade e possivelmente funerários) e sacrifícios (de bodes, cavalos e prisioneiros ao deus Ares), terminando com uma abordagem das influências castrejas nas civilizações que se seguiram (na cultura popular, sobretudo no folclore, no habitat e nas formas de vida de alguns nortenhos do mundo rural).
O estudo apresentado aponta ainda para o trabalho realizado em prol do estudo e conhecimento da vida e sociedade castreja por alguns arqueólogos, profissionais ou amadores: Martins Sarmento, Tenente Coronel Afonso do Paço, Dr. Carlos Alberto Ferreira de Almeida, Dr. Armando Coelho da Silva, Mário Cardoso, Félix Alves Pereira, Abel Viana, entre outros.
De permeio, aparecem 16 fotografias documentando a área de influência da cultura castreja, a planta da Citânia de Santa Luzia e alguns pormenores da mesma, da Cividade de Âncora, da Citânia de Briteiros, do Castro de Santa Tecla, bem como tipos de mós e fragmentos de cerâmica.
Caminha e seu Concelho
Estamos perante a obra mais extensa de Lourenço Alves, autor que se dedicou afincadamente ao estudo do Alto Minho, no que diz respeito a aspectos arquitectónicos, religiosos e históricos.
Esta obra, abarcando todas as freguesias do concelho de Caminha – Seixas, Lanhelas, Cristelo, Moledo, Arga de Cima, Arga de Baixo, Arga de São João, Dem, Vilar de Mouros, Argela, Venade, Azevedo, Vilarelho, Vila Paria de Âncora, Santa Maria de Âncora, Vile, Riba de Âncora, Orbacém, Gondar e Caminha – é um repositório de dados geográficos, climatéricos, demográficos, históricos, sociais, culturais, etnográficos, económicos, urbanísticos, artísticos, patrimoniais e religiosos.
As mais de setecentas páginas que constituem “Caminha e seu Concelho” oferecem-nos, para além do manancial de informação escrita, fotografias, esquemas, esboços de instrumentos e aparelhos ligados a diversas profissões, assim como de algumas peças de artesanato, desenhos, plantas, gráficos e quadros que permitem uma melhor compreensão dos conteúdos abordados.
Lourenço Alves, assessorado por António Guerreiro Cepa, Torcato Augusto Correia, Francisco Sampaio e João Azevedo, oferece-nos, neste livro, a mais completa monografia do concelho, que, pela vastidão de temas tratados e pela abrangência dos mesmos, merece um destaque especial entre as demais do autor.
O Barroco no Alto Minho
Obra de investigação histórica no domínio da arquitectura, escultura e pintura em estilo barroco no Alto-Minho divide-se em duas partes: os monumentos barrocos do Alto-Minho, as suas características e os seus artistas; as fontes para o estudo do Barroco no Alto-Minho.
Na primeira parte, reflecte-se sobre a originalidade do barroco nesta região, relacionando-o com o movimento barroco nacional, mas, também com uma tradição local anterior.
Na segunda são apresentadas, em resumo, as fontes dando-nos a conhecer as escrituras das obras estudadas.
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