1997

A Colecção de Azulejos do Museu Municipal de Viana do Castelo

As trinta páginas que compõem a obra encontram-se repartidas por cinco itens (Breve introdução; Azulejos hispano-árabes; Azulejos planos; Azulejos historiados; Período neoclássico), seguidos pelo inventário, dividido em cinco colunas.
Na introdução à obra, primeiro item, António Matos Reis traça a história da origem da cerâmica vidrada e do azulejo na Europa, salientando a sua proveniência, a divulgação da técnica da esmaltagem, a época de começo da utilização dos azulejos, ou seja, dos “ladrilhos de cerâmica com revestimento esmaltado” na Península Ibérica e a sua difusão e posterior aplicação tanto em pavimentos como em revestimento de paredes.
Nos quatro itens seguintes, reconta-se, continuando a sequência temporal iniciada no primeiro item, a história do azulejo, mormente a da colecção existente no Museu Municipal de Viana do Castelo e no distrito.
Assim, no segundo item (Azulejos hispano-árabes), foca-se o alicatado (mosaico considerado um predecessor do azulejo), a corda seca (processo de fabrico de azulejo, usado desde finais do século XV), os azulejos de aresta, a diferença entre os azulejos de corda seca e os de aresta e os exemplares deste tipo de azulejaria existente no distrito de Viana do Castelo.
O terceiro item (Azulejos planos)referenciam-se as grandes mudanças que se operaram na azulejaria na época do Renascimento e os espécimes representativos que se podem encontrar no distrito de Viana do Castelo: processo mais rápido de pintura e a liberdade que tal processo deixava ao artista para compor os motivos a aplicar sobre a placa de azulejo; os denominados «azulejos enxaquetados»; as composições de «tapete» e possibilidades que oferecem; os azulejos monócromos, divulgados no século XVII.
Em “Azulejos historiados”, o leitor é colocado ante a azulejaria barroca, azul e branca, que recobriu os inteirores de palácios e igrejas e deixou vários exemplares no distrito já mencionado.
No “Período Neoclássico”, segunda metade do século XVIII, o azulejo mantém uma policromia discreta, rareando as composições figurativas, para dar lugar a quadros, sobretudo ovais, “com paisagens e raras figuras humanas no centro dos painéis decorativos”. Novamente se inventariam os exemplares existentes no distrito.
O inventário está dividido em cinco colunas: “na primeira apresenta-se uma numeração de catálogo, ordenado segundo a tipologia dos espécimes; na segunda indica-se a quantidade de peças correspondentes a cada número; na terceira procede-se à respectiva descrição, necessariamente breve e, por conseguinte, lacónica; na quarta menciona-se o número de inventário: a este se faz referência quando se cita o número de uma ficha; finalmente regista-se o número da película no arquivo fotográfico”.

Do outro lado de mim e do meu também

Abordam-se neste livro várias temáticas que passam pelo Amor, Erotismo, Sensualidade, pelos lamentos nascidos do Ciúme, da Solidão e da Saudade provocada pela Ausência do Outro. É também recorrente a Fuga de Si / a Partida e a Procura do Outro para tornar possível a Descoberta do Eu. Prepassa também pelas páginas deste livro a ideia de uma certa fragmentação do eu poético que o conduz à sensação omnipresente de ficar aquém, de não alcançar a plenitude,de ficar num “quase”… Não faltam ainda as clássicas referências à Natureza, nomeadamente ao Mar e à passagem inexorável do tempo que remete para a morte física ou mesmo afectiva.

Existências

É uma obra que,segundo o prefaciador,”partindo de circunstâncias concretas, o autor leva-nos, pela mão da palavra fácil e precisa, partindo do seu subconsciente, até à manifestação do consciente colectivo, o espaço do esquecimento onde depositamos os outros, a relação não querida com os demais, as questões e os problemas para os quais deveremos buscar soluções e de que sempre fugimos.”

O Breve Reino dos Vivos

Este livro – ou uma grande parte dos capítulos – esteve presente a um concurso literário organizado pelo Sindicato dos Bancários do Centro. Arrecadou o primeiro prémio do Júri constituído por profissionais das letras e docentes da Universidade de Coimbra.

Tendo a guerra colonial como pano de fundo, a narrativa evolui em experiências plenas de ansiedade, medo e conquista de uma sobrevivência pautada sempre pelos gestos mínimos da manutenção da integridade física e mental, numa selva natural e humana onde se reproduzem os sentidos e a amargura de povos em luta sangrenta. A reflexão dos espaços físico e ande parte dos seus interior de cada homem preso nas teias de um conflito sempre estranho, fazem deste livro uma longa caminhada pelos valores da vida e a iminência constante de os perder. Pode considerar-se um romance pungente e doloroso.

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