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Emigração e Alfabetização – O Alto-Minho e a Miragem do Brasil

A obra, resultante a dissertação de mestrado apresentada pelo autor na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, compõe-se de três partes:
– Primeira Parte: Contexto político, económico e social;
– Segunda Parte: Alfabetização e quadros familiares;
– Terceira parte: Percursos e dinâmicas.

O estudo é, inegavelmente, um contributo importantíssimo para o conhecimento da emigração alto-minhota no século XIX, com base num estudo exaustivo dos elementos constantes dos passaportes emitidos pelos Governo Civil de Viana do Castelo, entre 1835 e 1860.
Assim, ao longo das mais de duzentas páginas que formam a obra, Henrique Rodrigues aponta leis sobre emigração de 1760 a 1863, com incidência na acção do Marquês de Pombal, nas transformações decorrentes das invasões francesas, no período de luta entre absolutistas e liberais, na posição dos jovens face aovserviço militar obrigatório. Aborda também os reflexos que as crises políticas e económicas tiveram na população do Alto Minho – a emigração -, para se deter, no terceiro capítulo, na análise da distribuição por grupos etários e por períodos, da emigração para o Brasil, bem como na origem geográfica, sócio-profissional e cultural daqueles que emigravam.
Na segunda parte, refere, como o título indica, os índices de alfabetização dos emigrantes que do Alto Minho se desloicavam para o Brasil e os seus quadros familiares (relações de parentesco entre os emigrantes e aqueles que pertenciam a quadros familiares precários – expostos, órfãos e filhos ilegítimos).
A última parte é preenchida totalmente com o tratamento de dois temas: objectivos e destino dos emigrantes e a dinâmica dos abonadores no universo da emigração. Se no primeiro capítulo são referenciadas as áreas de destino dos emigrantes, actividades profissionais que exerciam, sexo, estado civil e municípios de origem, no segundo, o autor centra-se no papel dos abonadores e suas áreas de influência, nos capitães e proprietários de barcos e na dinâmica familiar de apoio à emigração.
Cerca de três dezenas de figuras (gráficos) encontram-se inseridas ao longo dos diversos capítulos e quase duas dezenas e meia de quadros preenchem a parte final da obra.
De salientar, também, o “Apêndice Documental” e a extensa lista bibliográfica que foi consultada para a realização do estudo.

Emigração Clandestina de Portugueses para Espanha no Século XIX

A obra é uma separata do volume II, resultante das comunicações apresentadas na “Primeira Conferência Europeia da Comissão Internacional de Demografia Histórica”, realizada em Espanha, em 1993.
Baseada na pesquisa efectuada nos Livros de Recenseamento MIlitar, entre os anos de 1855 e 1865, a comunicação de que resultou a presente separata versou sobre a emigração clandestina de jovens portugueses do sexo masculino para Espanha, entre os anos anteriormente referenciados.
Seguindo um esquema que comportou os seguintes passos:
– As fontes;
– Ausências para Espanha;
– Distribuição por concelhos;
– Mobilidade geográfica;
– Grupos sócio-profissionais;
– Quadro familiar,
o autor põe-nos perante dados e situações que permitem compreender os fenómenos e as causas que estiveram por detrás da emigração clandestina dos jovens portugueses do sexo masculino para o país vizinho. Assim, são referidos aspectos como a profissão, a origem sócio-económica e o quadro familiar em que o jovem se encontra inserido.

Acompanham o estudo alguns quadros sobre
– o número de mancebos emigrantes em Espanha segundo od “Livros de Recenseamento Militar”;
– os concelhos que indicaram mancebos emigrados em Espanha entre 1856/1866;
– as actividades profissionais dos mancebos ausentes em Espanha;
– o estado civil dos emigrantes em Espanha, segundo os “Livros de Recenseamento Militar”;
– os emigrantes órfãos registados nos “Livros de Recenseamento Militar”;
bem como uma série de notas explicativas e dois gráficos, o primeiro dos quais com dados sobre o número de emigrantes saídos para espanha, segundo os referidos livros, entre 1856 e 1866; o segundo, baseado na mesma fonte, porém referenciando o número de emigrantesem cada concelho.

Do Gótico ao Manuelino no Alto Minho (Monumentos Civis e Militares)

A obra apresenta-se como uma separata da revista “Caminiana”, nº 12, de Dezembro de 1985.

De realçar a sua extensa introdução, que reproduzimos na íntegra e que contém uma visão descritiva e bastante pormenorizada sobre o conteúdo do estudo que se segue.

Este, por sua vez, está dividido em três partes, referenciando a primeira, os castelos e fortalezas do Alto Minho cujo estilo arquitectónico se enquadra na gramática do Gótico ou do Manuelino:

– Caminha;

– Vila Nova de Cerveira;

– Valença;

– Lapela;

– Monção;

– Melgaço;

– Castro Laboreiro;

– Lindoso;

– Ponte de Lima;

– Viana do Castelo;

– Castelos medievais desaparecidos: Fraião; Penha da Rainha; Santa Cruz; Nóbrega; Facha; Neiva; Viana.

A segunda parte é preenchida com as torres existentes ou que existiram na mesma região, subordinadas aos mesmos estilos:

– Torre da Silva;

– Torre de Aguiã;

– Torre de Quintela;

– Torre de Refojos;

– Torre de Curutelo;

– Torre de Bertiandos;

– Torre de Geraz;

– Outras Torres desaparecidas ou com vestígios pouco significativos.

Na terceira e última parte, são focados os solares:

– Solar dos Pitas;

– Casa da Torres de Lanhelas;

– Paço de Gilea:

– Palácio do Marquês de Ponte de Lima.

Num subtítulo denominado Viana Gótico-Manuelina, enquadram-se outras obras arquitectónicas, como sejam:

– Hospital Velho – Viana do Castelo;

– Casa da Câmara;

– Palácio da Carreira;

– Casa Costa Barros;

– Casa de João Velho;

– Casa de Melo Alvim;

– Casa dos Alpuim.

De cada construção tratada é traçado o seu historial e, sempre que possível, apresentada uma imagem fotográfica. Frequentemente, é também referido o seu enquadramento paisagístico e outros monumentos que a cercam.

Do Cisma Clerical à Patuleia em Viana do Castelo

Este ensaio aborda as divisões no seio do clero no período que se segue à extinção das ordens religiosas. Estas divisões não se limitavam aos partidários do liberalismo e aos fiéis de Roma, mas também no seio destes entre pereiristas e falperristas. Estas divisões e os conflitos a elas associados contribuíram para o clima político e social que esteve na origem do movimento da Patuleia.

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