1991

Um Túmulo para Nicodemo

Os excertos que se seguem são pequenas frases que o autor coloca, em guisa de resumo, no início de cada capítulo, e nos permitem ter uma visão geral da narrativa.

1. Em que Óscar Scott viaja de camioneta e conhece os “Três Porquinhos”.

2. Em que Scott retoma hábitos antigos e o Juiz enuncia um outro personagem universalmente conhecido.

3. Em que a perversidade humana é tema de conversa e a morte violenta é encarada sob um perspectiva surpreendentemente benigna.

4. Em que a curiosidade leva Scott a empreender uma missão de espionagem e faz cruzar com padre predisposto a perdoar um pecado mortal.

5. Em que o “Convento” se revela um lugar pouco propício à ascese ou a pacíficos pensamentos.

6. Em que o Juiz procura um pulverizador; Oscar Scott entra na toca do lobo e Patrícia recebe um telegrama.

7. Em que as notícias circulam, o padre Nestor se faz convidado e o dia não acaba bem.

8. Em que o túmulo de Nicodemo Frade desperta mórbida curiosidade e o juiz toma, momentaneamente, o comando das operações.

9. Em que se verifica que a morte suscita benevolência e o Juiz, depois de uma furtiva exploração, recebe uma visita.

10. Em que o poço do “Convento” é novamente centro das atenções e o Juiz continua a adoptar um estranho comportamento.

11. Em que toda a gente tem uma história para contar; o Delegado se considera satisfeito com as declarações; e o Juiz não tanto como ele.

12. Em que, apesar da lei se desinteressar do caso, o Juiz se debate com um problema de consciência que o obriga a fazer uma investigação por conta própria.

13. Em que o Juiz continua a mostrar-se curioso e nem tudo é o que parece ser.

14. Em que Scott desiste do benefício da ociosidade; em que o Juiz faz uma operação aritmética, comete um erro por causa dela e resolve fazer um convite para jantar.

15. Em que a varanda do Juiz é palco de uma longa conversa e o Padre Nestor faz uma confissão.

16. Em que se pretende dizer a verdade, só a verdade e nada mais que a verdade. Em que o pano desce com dificuldade manifesta e Scoot considera algumas interrogações que julga conveniente não divulgar.

Cem Anos de Uma Escola

Com um prefácio do então Presidente do Conselho Directivo da Escola Secundária de Monserrate, Dr José Luis Carvalhido da Ponte, o livro tem três partes distintas: 1ª parte – 100 anos ao Serviço da Educação. O autor, Dr Manuel Inácio Rocha, ao tempo professor efectivo do 10ºA do referido establecimento, faz a história da educação em Viana do Castelo desde 1888 a 1988 e assim vamos tomando contacto com os vários nomes que a Escola Secundária de Monserrate teve ao lon go dessa centena de anos. 2ª parte – Registo das palavras que foram intenção – aqui inserem-se todos os textos que a propósito deste evento ( centenário da escola) foram produzidos por alguns dos então intervenientes na efeméride. 3ª parte – Registo dos actos que foram festa – galeria de fotos que ajudam a entender as comemorações.

Os Forais Antigos do Noroeste de Portugal

A publicação, composta por vinte páginas que formam uma separata retirada de outro volume cuja identificação não é mencionada, divide-se em seis pontos:
1- Introdução;
2- Dos Burgos e Póvoas aos Municípios Territoriais;
3- Os burgos;
4- Póvoas;
5- Territorialização dos Municípios;
6- Conclusão.

Acompanham o texto dois mapas, o primeiro com a localização dos burgos, póvoas e forais tipo Valença, numa região que ultrapassa os limites da província do Minho e se estende entre Melgaço, Gaia e Constantim; o segundo com a “sucessão genealógica e cronológica dos forais derivados do de Valença”.
O ensaio é iniciado (introdução) com informações acerca dos fundamentos que originaram o estudo do municipalismo português, fazendo-se referência a três nomes que, no século XIX, se dedicaram a esta matéria: Alexandre Herculano, Almeida Garrett e Rodrigues Sampaio.
Prossegue com uma breve nota acerca da importância do referido estudo na actualidade, para apresentar, a partir do ponto dois (Dos Burgos e Póvoas aos Municípios Territoriais) uma visão histórica da criação dos municípios e das condições económicas, sociais, políticas que lhe deram origem. Aponta, também, o momento em que se inicia, no extremo norte de Portugal, uma nova fase do municipalismo: 1272, ano em que é outorgado o foral de Contrasta, actual Valença, o qual apresentava semelhanças com os da parte leste da Beira Alta. Outros forais são igualmente referenciados: os de Monção, Melgaço, Viana do Castelo, Prado, Pena da Rainha, Caminha e Vila Nova de Cerveira. No terceiro ponto (Os burgos), mencionam-se os forais de Guimarães; Porto, Cedofeita e Vila Nova de Gaia; e Melgaço. Sobre o foral de Guimarães, o autor fornece informações como: datação, objectivo com que foi concedido, medidas que contempla.
Acerca dos forais do Porto, Cedofeita e Vila Nova de Gaia, que o autor analisa num só item, o cerne do estudo focaliza a autoria abacial do do Porto (foi concedido pelo bispo D. Hugo) e régia do segundo. O extenso texto sobre o foral de Melgaço permite ficar na posse de dados como: matriz em que se baseou, destinatários, objectivos, impostos fixados e aspectos de natureza jurídica e organizacional.
O ponto quatro principia com uma menção aos aspectos caracterizadores das “póvoas” que, em momento posterior são referenciadas: Ponte de Lima, Barcelos, Vila Nova de (Famalicão), Castro Laboreiro. Entre outras informações, o autor salienta os aspectos mais relevantes dos forais outorgados a cada uma das três primeiras póvoas e as especificidades da póvoa de Castro Laboreiro.
Em “Territorialização dos Municípios”, após uma breve introdução que reproduz praticamente o que foi mencionado na segunda parte do ponto dois, são abordadas questões referentes aos forais concedidos a Valença, Monção, Melgaço, Viana do Castelo, Prado, Pena da Rainha, Caminha e Cerveira.
A conclusão é o momento para serem sintetizadas as características, benefícios e leis (obrigações, penalizações por infracções e regalias) que regulam o funcionamento das localidades às quais foi outorgado foral.

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