Poesia

Minha Terra Mais Pequena

Obra composta por sugestivos poemas nos quais a autora confessa o seu carinho pelo Minho, mais concretamente, por Viana. O leitor é levado a conhecer o clima, os espaços, a gente, os costumes vianenses, não deixando também de acompanhar a cor, a alegria e a magia da Romaria da Senhora da Agonia. A paixão pela Princesa do Lima percorre toda a obra, não abdicando a poetisa de formular o seu último desejo: “Quero adormecer, um dia, /aos pés de Santa Luzia.” (…) “Onde o sol da romaria / me entorne o oiro por cima. /Onde cante o vento leste”.

Meu Coração Caminheiro

No livro Meu Coração Caminheiro, o coração malicioso e inconstante que brincou com as «paisanas» ou as namorou sem propósitos de «bom fim», sofre já, sangra já, atingido pelo verdadeiro amor. Apresento, como exemplo, três poesias: Saudades (…) o excerto de um longo poema, Impossível Amor, pertencente à terceira e última parte do livro, intitulada Descendo a Encosta (só um ano depois, com este mesmo nome, apareceria a obra de Eugénio de Castro!). Tal como a primeira, surge colorida de transparentes tintas românticas (…) E, por fim, a terceira poesia, decerto a mais exemplar na estrutura pemática, na beleza das sínteses e, também, a mais liberta do molde naturalista. Chama-se Órbita Fatal e prova bem que o seu autor não é um mero aspirante a poeta, mas um poeta autêntico que merece ser salvo do esquecimento a que a fatalidade do Letes o votou (…)

António Manuel Couto Viana, Poetas Minhotos, Poetas do Minho

Do Lento Apetecer o Tempo

Os textos que compõem a obra aparecem numa linha estrutural de continuidade,a que a ausência de título confere maior coesão.

Poesia densa, onde o Autor joga com a palavra, desinserindo-a dos seus contextos mais habituais, libertando-a para outras leituras possíveis, mais arrojadas (cf. ex. p.36).

A estrutura frásica aparece desconstruída, o mesmo acontecendo com a organização estrófica (cf. ex. p.20).

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