Câmara Municipal de Viana do Castelo

A História de Viana do Castelo em Dispersos – 1

Conjunto de seis ensaios sobre a História Vianense, esta obra é mais um contributo do seu autor para a História da cidade.

Aborda como temas as transformações de Viana desde a Idade Média até ao séc.XVI, a evolução das suas estruturas defensivas, a presença de vianenses no Brasil no século XVIII, a pirataria e o corso em Viana, o abastecimento da cidade e, por fim, o traje e o ouro na época barroca.

Liberalismo e repressão miguelista no Vale do Lima

A obra coloca o leitor ante a descrição arrepiante das sevícias de que foram alvo os apoiantes do liberalismo, às mãos dos absolutistas.
Antes, porém, são mencionados os antecedentes históricos, políticos e sociais que foram o fermento da revolução liberal: as invasões francesas que, apesar da destruição da economia nacional e das exigências fiscais impostas pelos comandos bonapartistas, lançaram entre nós a semente do liberalismo; as ideias trazidas pelos maçons emigrados; a transformação da metrópole portuguesa em colónia do Brasil. Daí que, como manifestação do descontentamento nacional, surgisse a conspiração liderada por Gomes Freire de Andrade e a constituição do Sinédrio.
A regência de D. Miguel e as perseguições movidas aos que eram considerados simpatizantes do liberalismo ocupam também a atenção do autor que, centrando-se na região e Viana, relata as manobras de apoio quer a miguelistas quer a liberais. No entanto, tal parte parece servir de enquadramento ao relato das perseguições movidas ao liberalistas do Alto Minho, quanto a nós, a parte mais dramática de todo o estudo e também a mais extensa.
Henrique Rodrigues, a partir das pesquisas efectuadas, dá-nos igualmente conhecimento dos grupos sócio-profissionais mais penalizados pelas acções repressivas dos miguelistas, chegando à conclusão de que foram os funcionários administrativos o alvo privilegiado da ira absolutista, seguindo-se-lhes os comerciantes / negociantes e os lavradores. Entre os perseguidos contavam-se também, embora em menor número, alguns nobres e proprietários.
A parte final da separata dilata a visão anteiormente traçada sobre os defensores vianenses de D. Miguel e os de D. Pedro, apresentando a população da vila de Viana maioritariamente com atitudes de moderação, qualquer que fosse o lado para que tendia.

Os Mareantes de Viana e a Construção da Atlantidade

Nesta obra, o seu autor aborda o papel de mareantes e pecadores na construção da da Atlantidade referida no título.

Este estudo identifica, numera e caracteriza a classe marítima da época em análise, sublinha a importância da Confraria do Nome de Jesus, como elemento aglutinador e promotor da classe, revela as condicionantes das navegações, estuda as viagens realizadas por vianenses nas várias direcções do Atlântico e conclui com a identificação dos mareantes vianenses dos finais do séc. XVI e inícios do séc. XVII.

Os Mercadores Banqueiros de Viana no Século XVII

Este ensaio apresenta os principais mercadores-banqueiros, nobres ou burgueses, vianenses do século XVII, enquadrando-os nas transformações sofridas pela actividade bancária entre a Idade Média e o século XVIII.

A actividade bancária deixa de ser vista como mera usura para fazer parte do comércio marítimo, particularmente com o Brasil, onde a produção e o comércio do açúcar assumem grande importância.

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