Viana do Castelo

Joanas

 A novela estrutura-se em três partes – A Casa, Sangue Sujo e Joanas. Mais do que uma novela é um texto de memórias, com carácter diarístico, em que ficção e real se fundem sem fronteira.
O discurso maleável e corrente remete-nos a todo o momento para as situações de um quotidiano familiar,marcado pelo pulsar das personagens, em momentos de afecto  e de conflitualidade.

Liberalismo e repressão miguelista no Vale do Lima

A obra coloca o leitor ante a descrição arrepiante das sevícias de que foram alvo os apoiantes do liberalismo, às mãos dos absolutistas.
Antes, porém, são mencionados os antecedentes históricos, políticos e sociais que foram o fermento da revolução liberal: as invasões francesas que, apesar da destruição da economia nacional e das exigências fiscais impostas pelos comandos bonapartistas, lançaram entre nós a semente do liberalismo; as ideias trazidas pelos maçons emigrados; a transformação da metrópole portuguesa em colónia do Brasil. Daí que, como manifestação do descontentamento nacional, surgisse a conspiração liderada por Gomes Freire de Andrade e a constituição do Sinédrio.
A regência de D. Miguel e as perseguições movidas aos que eram considerados simpatizantes do liberalismo ocupam também a atenção do autor que, centrando-se na região e Viana, relata as manobras de apoio quer a miguelistas quer a liberais. No entanto, tal parte parece servir de enquadramento ao relato das perseguições movidas ao liberalistas do Alto Minho, quanto a nós, a parte mais dramática de todo o estudo e também a mais extensa.
Henrique Rodrigues, a partir das pesquisas efectuadas, dá-nos igualmente conhecimento dos grupos sócio-profissionais mais penalizados pelas acções repressivas dos miguelistas, chegando à conclusão de que foram os funcionários administrativos o alvo privilegiado da ira absolutista, seguindo-se-lhes os comerciantes / negociantes e os lavradores. Entre os perseguidos contavam-se também, embora em menor número, alguns nobres e proprietários.
A parte final da separata dilata a visão anteiormente traçada sobre os defensores vianenses de D. Miguel e os de D. Pedro, apresentando a população da vila de Viana maioritariamente com atitudes de moderação, qualquer que fosse o lado para que tendia.

Livro Branco (Um Temporário de Anabela)

Estamos perante um livro-testemunho: testemunho de vida que a Anabela deixou em alguns dos seus textos e testemunho dos seus amigos e de muitos os que com ela conviveram.

Depois do Prefácio, da autoria de José Luís Carvalhido da Ponte, segue-se uma fotobiografia redigida por uma amiga da Anabela, a professora Maria Gigante Abreu, e servida por inúmeras fotos, cedidas pela família, e variadíssimos excertos de depoimentos dos seus amigos.

É aqui que começamos a entender a Anabela: a sua coragem perante a dor, a sua alegria de viver, a sua serenidade, a sua beleza interior, o seu saber receber e os seus actos solidários.

Finalmente estamos perante o TEMPORÁRIO de Anabela. TEMPORÁRIO porque, como se lê no Prefácio, são pedaços de tempo e não todo o tempo de Anabela.

É composto por cartas, crónicas, poemas e reflexões várias.

São textos carregados de amor, umas vezes, de dúvida, outras, mas sempre acreditando que se a vida nos der limões amargos o mais sensato será fazer com eles uma refrescante limonada.

São, alguns deles, agradáveis exercícios de escrita.

Parece-nos um livro de cabeceira nos momentos de desânimo, de depressão, de contrariedades.

Lopes – Uma Família de Artistas em Portugal e na Galiza

A obra é uma separata, desta feita da “Revista de Guimarães”, número XCVI, datada de 1986. Após a introdução, o autor detém-se sobretudo em cinco elementos de uma família de artistas – os Lopes – durante os séculos XVI e XVII (mestres canteiros que trabalharam sobretudo o granito): João Lopes-o-Velho, João Lopes-o-Moço, Gonçalo Lopes, Mateus Lopes, João Lopes de Amorim e Pedro Afonso. Faz-se ainda menção a outros membros da família; no entanto, estes não alcançaram a notoriedade dos anteriores: Bastião Afonso; Manuel e Baltasar Lopes.

Sobre cada mestre canteiro são fornecidos alguns dados biográficos e profissionais, com relevância para as obras em que colaboraram e para aquelas cujo traçado é de sua autoria.

O estudo possui ainda uma conclusão, um mapa em que se encontram assinaladas as localidades onde os mestres Lopes deixaram obra, a bibliografia consultada e quinze imagens de obras que patenteiam o cunho dos mesmos.

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