Viana do Castelo

Solo de Vozes [Separata dos tomos X e XI dos Cadernos Vianenses]

O autor começa por reflectir sobre a riqueza da cultura portuguesa decorrente de uma língua “repartida por diversos espaços e falares”. De seguida debruça-se sobre a leitura e a ileitura e refere um conjunto de autores do Alto-Minho que lograram “alguns, por sua arte, atravessar fronteiras de tempo e de espaço, e seus nomes e obras inscrever na História da Literatura.”

Depois de se questionar sobre se “serão estes poetas do Alto-Minho suficientemente lidos” afirma ser sua intenção abordá-los da forma que lhe parecer mais correcta e dessas leituras dar conta nos Cadernos Vianenses.

Este separata marca o início e David Rodrigues começa mesmo pelo princípio, pela Poesia Trovadoresca e, mais concretamente, neste caso por MARTIM SOARES de quem analisa oito cantigas de amor e outras tantas de escárnio e maldizer.

A terminar o autor afirma ser tempo “de se fazer a re-visão global prometida sobre a poesia de MARTIM SOARES”.

O Sr. Jesus – Monografia do Cristo da Infantaria de Viana

O corpo da obra O Sr. Jesus – Monografia do Cristo da Infantaria de Viana está dividido em três partes temáticas:

I. Luiz do Rêgo
II. O Senhor dos Quartéis
III. A Devoção

Segue-se um Anexo composto de sete notas intituladas: Nota I – A triste Praça; Nota II – A propósito de um letreiro; Nota IV – A inscrição malograda; Nota V – Principais efemérides do 3; Nota VI – A casa do Assento (Padaria Militar); Nota VII e última – Adenda

Ao longo da obra, o leitor é guiado, segundo o autor, numa «pequena digressão pela cidade e pelos tempos idos». Seguindo o trajecto desde a Praça da República, através da Rua General Luis do Rego até ao Quartel de Infantaria 3, o autor vai tecendo comentários sobre lugares e gentes vianenses da sua actualidade, confrontando-os com aspectos do seu passado.

A primeira parte do livro é dedicada ao «escorço da personalidade» do general Luis do Rego Barreto «a quem se consagrou esta rua de Viana», «…um dos oficiais portugueses de patente superior que comandaram tropas na Guerra Peninsular…”O bravo Luiz do Rêgo”… com esse mesmo atributo foi conhecido e apontado no transcurso dessa campanha…».

Na segunda parte do livro – O Senhor dos Quartéis – o autor faz a descrição do Cristo existente no quartel, justificando a sua designação (1) e levanta questões sobre a origem (2) da devoção como patrono da Infantaria de Viana, talvez iniciada aquando da Guerra Peninsular.

Na terceira parte do livro – A Devoção – descreve o seu testemunho de um culto à imagem – em tempos provavelmente organizado e suportado financeiramente (3) – que extravasava as paredes do quartel, estendendo-se à população circundante (4).

(1) ver excerto 1
(2) ver excertos 2 e 3
(3) ver excerto 4
(4) ver excerto 5

Subsídios para o Estudo da Economia e Sociedade de Ponte de Lima na Época de Quinhentos (Separata)

Com base no estudo do “Livro de Sisas de Ponte de Lima”, 1531-1532, e outros documentos já conhecidos, aborda a evolução urbana de Ponte de Lima, as actividades económicas e a fiscalidade numa época de transição e de mudança, a época quinhentista.

Esta análise aparece enquadrada na situação nacional e regional, tanto no plano político, como no económico, como no religioso.

Vale do Neiva – Elementos Demográficos e Alfabetização no Século XIX

A brochura, com quase duas dezenas de páginas, é fruto de um trabalho inicial publicado no “Boletim das Festas de Alvarães”, contendo o estudo levado a cabo por Henrique Fernandes Rodrigues, acerca de aspectos demográficos e de alfabetização na região do Vale do Neiva (Alvarães, Forjães, Fragoso, Castelo de Neiva, São Romão de Neiva, Anha, Barroselas – a antiga freguesia de Capareiros -, Vila de Punhe e Vila Fria), reportando-se aos vários censos efectuados à populacão desde a década de oitenta do século XIX, até aos anos sessenta da centúria de vinte.
Sobre a “leitura e alfabetização”, segundo item desenvolvido, o autor, baseando-se no censo populacional de 1878, divulga o perfil da população que apelida de “alfabetizada” nos nove concelhos que englobam o estudo.
Segue-se a “Distribuição da população por lugares de Alvarães em 1911”. Aqui e seguindo a fonte de pesquisa já referenciada, é-nos dada uma imagem visual (figura) do número de habitantes de cada lugar da freguesia(Igreja, Barge, Calvário, Chasqueira, Costeira, Mariçô, Paço, Padrão, Paúso, Sardal, Sião, Souto Monte, Viso e Xisto), assim como do número de fogos, imagem esta que é lida gradativamente, desde o lugar mais povoado para o de menor população, inferindo-se, daí, a existência de dois grandes núcleos populacionais.
Em momento subsequente, são focados os alvaraanenses que rumaram para o Brasil entre 1861 e 1889. Mencionam-se as profissões que os mesmos exerciam na sua terra natal, os apelidos dos mesmos (os quais ainda actualmente permanecem nos seus descendentes) e os benefícios que trouxeram à localidade com o seu regresso, sobretudo as alterações operadas na paisagem habitacional.
Como conclusão aventam-se razões para justificar o facto de Alvarães não ter conseguido um estatuto de vila: menor demografia, motivada pela situação geográfica, pelas deficientes vias de comunicação, pelo menor número de emigrados para o Brasil e menor investimento na terra quando regressados. Salienta-se também o facto de ser uma aldeia que, no século XIX, apresentava um número elevado de alfabetizados e sugere-se o aproveitamento do potencial geográfico, etnográfico e artístico-cultural como fonte de desenvolvimento.
A publicação termina com quatro quadros, que serviram de base ao estudo apresentado, contendo cada um deles, respectivamente:
– Evolução demográfica da área geográfica à volta de Alvarães entre 1864 e 1960;
– Alfabetização da área geográfica de Alvarães em 1878 por sexo e por estado civil;
– População de Alvarães em 1911 por “lugares”;
– Emigrantes, por ordem alfabética, com passaporte obtido entre 1861-1889.

A Verdadeira História da Elevação de Viana à Categoria da Cidade

António Matos Reis apresenta-nos as verdadeiras razões que estão na base da elevação da vila de Viana à categoria de cidade: “a excelente situação geográfica,o desenvolvimento urbano, o progresso económico, o movimento portuário” e “a importância estratégica” da vila.
O autor refere ainda que, contrarariamente ao que se possa pensar, o patriotismo e a fidelidade dos habitantes de Viana à coroa portuguesa, tanto após a invasão francesa como em favor da Carta Constitucional ou ainda em 1834, embora aspectos importantes e que tiveram a sua quota parte de importância na decisão régia, não foram, contudo, as causas determinantes da decisão.
No “Apêndice documental” são transcritos alguns documentos relacionados com a elevação da vila de Viana à categoria de cidade:
– Sessão da Câmara de 23 de Agosto de 1845;
– Carta enviada à rainha pela Câmara Municipal de Viana;
– Informação do Governo Civil de Viana;
– Informação da Procuradoria Geral do Reino;
– Nota avulsa;
– Decreto que não chegou aser promulgado;
– Nota avulsa (II);
– Decreto de D. Maria II;
– Carta do Conselheiro de Estado Extraordinário ao Governador Civil;
– Carta do Governador Civil À Câmara Municipal de Viana;
– Carta do Governador Civil ao Ministro Secretário de Estado dos Negócios do Reino;
– Carta do Governador Civil ao Administrador do Concelho;
– Carta do Administrador do Concelho à Câmara Municipal;
– Extracto da sessão da Câmara de 29 de Janeiro de 1848;
– Extracto da sessão extraordinária da Câmara de 6 de Fevereiro de 1848;
– Pedido de informação;
– Agradecimento dos vianenses (inclui resposta da rínha);
– Carta enviada à Câmara de Viana pelos membros da deputação acima referida.

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