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| ISBN | 972-588-138-9 |
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Para a História de Viana do Castelo – ENSAIOS I
CompareConheça o autor
Sobre as Festas da Agonia – ENSAIOS V
Como o próprio título indica, trata-se de um livro sobre as festas maiores de Viana do Castelo e que resulta de inúmeras reflexões que o autor fez ao longo de 20 anos (conferir o Prefácio transcrito em Comentários/Estudos).
Pela leitura do SUMÁRIO ficamos, já, com uma ideia clara dos vários ensaios que o terão originado:
SUMÁRIO
Transversal e Diacronicamente: história devocional e antropologia
* Origens da Romaria da Senhora da Agonia
* Romaria, feira, peregrinação
* Emergência do subnatural
* Via-sacra em Viana no século XVIII: de Santo António à Senhora da Conceição
* A devoção vianense a Nossa Senhora da Agonia
* Da depuração à fatimização das nossas festas rurais
Questões de organização e participação
* O policiamento da feira, há cem anos
* Cartazes da Romaria da Senhora da Agonia: anunciar a festa:1912-2002
* As ornamentações das festas e Carolino Ramos
* As crianças na Romaria de Nossa Senhora da Agonia
* Amadeu Costa: uma renovada maneira de organizar as festas
* Francisco Cruz, o homem das festas
Competições, desfiles e espectáculo
* Quatro breves notas sobre o desporto nas Festas da Agonia
* Cortejo etno-histórico – “os trabalhos e os dias”: Viana antiga, actual, de sempre
* Santo António em cortejo ou procissão
* A história das festas que desfilou no cortejo de 1998
OBS.: Em jeito de nota final diga-se que o livro está recheado de inúmeras fotografias, mais ou menos antigas, algumas belíssimas, mas todas mostrando-nos uma Viana de ontem, os seus homens, as suas feiras, os seus afectos.
A Poesia Vianense no Último Quartel do Séc. XX (1974-2000)
1.
Este livro é composto por textos, revistos e actualizados, que o autor havia publicado nos cadernos Vianenses, tomos 26, 27, 29, 30, 31 e 35.
2.
Em mais de 200 páginas, que se lêem com muito agrado, Alberto Abreu percorre a temática e, às vezes, a forma da poesia vianense do período pós-revolução de Abril de 74. Fala-nos da poesia e de poetas da resistência; da poesia regionalista, da lírica pós-modernista, da poesia feminina, da poesia para crianças e da poesia de tema religioso.
É assim que entramos na temática de Reguengo, A.M. Couto Viana, Ricardo de Saavedra, Amadeu Torres/Castro Gil, Maurício Sousa, David Rodrigues, Fátima Passos, André Shan Lima, José Luís Carvalhido da Ponte, Fernando Castro e Sousa, Miguel Ângelo, Alexandre Passos, Manuel Baptista da Silva, Francisco Sampaio, Maria Emília Sena de Vasconcelos, Maria Manuela Couto Viana, Linda Coelho, Adelaide Graça, Virgínia Manuela Ramos, Maria da Conceição Campos, José da Silva Lima, A. Almeida Fernandes e Rui Pinto.
3.
O autor inclui, de seguida, uma breve antologia onde insere também textos de Catarino Rangel e Francisco José Carneiro Fernandes.
4.
O livro encerra (antes da referência bibliográfica a obras citadas) com uma listagem cronológica das obras poéticas de autores vianenses desde 1975 a 2000.
5.
É, claramente, um livro incontornável para quem quiser estudar a poesia vianense destes 25 anos.
Prefácio
A preocupação de fazer a história de Viana é antiga e recorrente desde o século XVII, tendo dado origem a alguns escritos barrocos de grande interesse literário e mitotópico. Na passagem do século XIX para o XX, surgiram, porém, duas obras clássicas, já ultrapassadas e de há muito a pedirem a indispensável revisão, porque muitas descobertas se fizeram no domínio da historiografia e porque novas filosofias emergiram também, que reclamavam uma história de Viana e ansiando a cidade também por se ver historiada na feição delas. o Esboço histórico:Viana do Castelo, obra de juventude de Figueiredo da Guerra, cedo se viu ultrapassado, até e principalmente pela investigação do seu próprio autor, que compendiou, posteriormente a ele, uma grande parte da sua investigação- cuidada, meticulosa, em geral segura e ainda exemplar- no seu Archivo viannense.
(…)
Livros relacionados
A Colecção de Azulejos do Museu Municipal de Viana do Castelo
As trinta páginas que compõem a obra encontram-se repartidas por cinco itens (Breve introdução; Azulejos hispano-árabes; Azulejos planos; Azulejos historiados; Período neoclássico), seguidos pelo inventário, dividido em cinco colunas.
Na introdução à obra, primeiro item, António Matos Reis traça a história da origem da cerâmica vidrada e do azulejo na Europa, salientando a sua proveniência, a divulgação da técnica da esmaltagem, a época de começo da utilização dos azulejos, ou seja, dos “ladrilhos de cerâmica com revestimento esmaltado” na Península Ibérica e a sua difusão e posterior aplicação tanto em pavimentos como em revestimento de paredes.
Nos quatro itens seguintes, reconta-se, continuando a sequência temporal iniciada no primeiro item, a história do azulejo, mormente a da colecção existente no Museu Municipal de Viana do Castelo e no distrito.
Assim, no segundo item (Azulejos hispano-árabes), foca-se o alicatado (mosaico considerado um predecessor do azulejo), a corda seca (processo de fabrico de azulejo, usado desde finais do século XV), os azulejos de aresta, a diferença entre os azulejos de corda seca e os de aresta e os exemplares deste tipo de azulejaria existente no distrito de Viana do Castelo.
O terceiro item (Azulejos planos)referenciam-se as grandes mudanças que se operaram na azulejaria na época do Renascimento e os espécimes representativos que se podem encontrar no distrito de Viana do Castelo: processo mais rápido de pintura e a liberdade que tal processo deixava ao artista para compor os motivos a aplicar sobre a placa de azulejo; os denominados «azulejos enxaquetados»; as composições de «tapete» e possibilidades que oferecem; os azulejos monócromos, divulgados no século XVII.
Em “Azulejos historiados”, o leitor é colocado ante a azulejaria barroca, azul e branca, que recobriu os inteirores de palácios e igrejas e deixou vários exemplares no distrito já mencionado.
No “Período Neoclássico”, segunda metade do século XVIII, o azulejo mantém uma policromia discreta, rareando as composições figurativas, para dar lugar a quadros, sobretudo ovais, “com paisagens e raras figuras humanas no centro dos painéis decorativos”. Novamente se inventariam os exemplares existentes no distrito.
O inventário está dividido em cinco colunas: “na primeira apresenta-se uma numeração de catálogo, ordenado segundo a tipologia dos espécimes; na segunda indica-se a quantidade de peças correspondentes a cada número; na terceira procede-se à respectiva descrição, necessariamente breve e, por conseguinte, lacónica; na quarta menciona-se o número de inventário: a este se faz referência quando se cita o número de uma ficha; finalmente regista-se o número da película no arquivo fotográfico”.
Castelos do Alto Minho
As vinte e quatro páginas desta publicação dizem respeito às fortificações de interesse histórico existentes em todo o distrito de Viana do Castelo.
Após a introdução, em que são referidos genericamente os tipos de fortificações existentes no Alto Minho, assim como as datas em que foram erigidas, os locais de implantação e alguns dos arquitectos e engenheiros militares a elas associados, parte-se para a elencagem dessas fortificações. Sobre cada uma delas são mencionados aspectos como localização, data de construção, algumas características e classificação enquanto monumento nacional ou imóvel de interesse público.
Completa estes dados, sempre que possível uma fotografia da construção.
A página cinco é ocupada por um mapa no qual está assinalada a localização dos “castelos, torres e fortalezas do Alto Minho, localizados sobre a carta militar de 1813”, com a numeração com que aparecem descritos seguidamente:
1- Viana do Castelo – Muralhas medievais
2- Viana do Castelo – Castelo de Santiago da Barra
3- Forte da Vinha ou da Areosa – Viana do Castelo
4- Forte de Paço, em Carreço – Viana do Castelo
5- Forte do Cão ou da Gelfa – Santa Maria de Âncora, Caminha
6- Forte da Largateira – Vila Praia de Âncora
7- Forte da Ínsua – Caminha
8- Caminha – Muralhas
9- Vila Nova de Cerveira – Castelo
10- Forte de Lovelhe – Vila Nova de Cerveira
11- Fortim da Atalaia – Vila Nova de Cerveira
12- Forte de S. Luiz Gonzaga – S. Pedro da Torre, concelho de Valença
13- Forte de Campos – Campos, Vila Nova de Cerveira
14- Forte da Silva – Silva, concelho de Valença
15- Forte da Gandra – Gandra, concelho de Valença
16- Valença – Muralhas
17- Torre de Lapela – Lapela, concelho de Monção
18- Monção – Muralhas
19- Melgaço – Castelo e muralhas
20- Castelo de Castro Laboreiro – Castro Laboreiro, concelho de Melgaço
21- Portela do Extremo – Dois fortes
22- Lindoso – Castelo – Lindoso, Ponte da Barca
23- Vila Nova de Muía – Torre militar conventual – Vila Nova de Muía, Ponte da Barca
24- S. Martinho de Castro – São Martinho de Castro, Ponte da Barca
25- Giela – Torre e Paço – Giela, Arcos de Valdevez
26- Refoios – Torre – Refoios, Ponte de Lima
27- Ponte de Lima – Torres e Muralhas
Conclui a obra, antes da menção da bibliografia consultada, uma breve referência às fortificações de que apenas existem alguns vestígios:
– Castelo de Neiva;
– Castelo de Santo Estêvão;
– Castelo de Albergaria;
– Castelo da Nóbrega;
– Castelo de Santa Cruz;
– Castelo de Fraião;
– Castelo de Pena da Rainha.
Arquitectura Religiosa do Alto Minho I – Século XII a Século XVII
Neste primeiro volume sobre a arquitectura religiosa no Alto Minho, o autor presenteia-nos com uma visão bastante completa das construções de cariz religioso existentes na região referenciada, erigidas não só entre os séculos XII e XVII, como o título sugere, mas ainda recuando no tempo até aos primitivos templos cristãos da época visigótica. Sobre esta época, referencia, na região entre Douro e Minho, a igreja de S. Frutuoso de Montélios, nas proximidades de Braga e a de São Pedro de Balsemão, nos arredores da cidade de Lamego. Formalmente, o volume I é constituído por 368 páginas, contendo um prefácio, três partes (a primeira com quatro capítulos, a segunda e a terceira, cada uma com dois) e uma extensa lista de bibliografia consultada. Tematicamente, cada parte corresponde a um estilo arquitectónico: o românico; o gótico-manuelino; e o maneirismo. Acercando-se do estilo românico, o autor começa por recuar no tempo, dando-nos alguns pormenores sobre a arte pré-românica, que lhe serve de ponto de partida para focar o estilo românico, primeiramente na Europa, e depois, afunilando a área de intervenção, detém-se na Península Ibérica, para referir as influências galegas no românico da região do rio Minho; desta, concentrar-se-á, no final do primiero capítulo, no Alto Minho português. Segue-se, nos dois capítulos subsequentes, uma extensa lista de igrejas e capelas da Ribeira Minho e da Ribeira Lima, enquadradas no estilo em estudo na primeira parte, sendo tecidas, para cada uma delas, considerações de ordem histórica (data de fundação, fundadores, acontecimentos históricos a que ficaram associadas…) ambiental (a paisagem natural em que se inserem) e artística (arquitectónica e escultórica, sobretudo). No último capítulo, são-nos fornecidas, segundo palavras do autor, algumas achegas para uma melhor interpretação da cultura medieval alto-minhota: a arte decorativa românica e a sua simbologia; a origem histórica e social dos símbolos e respectiva interpretação, sejam eles de natureza antropomórfica, teriomórfica, vegetal ou geométrica. Na parte concernente ao Gótico e ao Manuelino (II parte), o procedimento do autor no tratamento destes dois estilos artísticos segue basicamente as coordenadas traçadas anteriormente. Assim, no capítulo primeiro, são-nos igualmente referenciadas, para cada estilo, a sua origem, as condições económicas e sociais que possibilitaram o seu florescimento, qual o espírito que esteve na base do seu surgimento (o religioso ou o profano) as principais características, deixando Lourenço Alves, no ar, a questão se o Manuelino poderá ser considerado um estilo ou simplesmente uma arte. Já no segundo capítulo, encontra-se o inventário de toda a arquitectura religiosa do Alto MInho com características góticas e manuelinas. Estas igrejas e capelas gótico-manuelinas são estudadas segundo os mesmos aspectos das românicas. A parte dedicada ao Maneirismo comporta um estudo não só da origem e características deste estilo, mas também uma referência ao Humanismo e aos “dois” Renascimentos: o primeiro e o pleno. Segue-se o estudo das sete principais igrejas e capelas maneiristas do Alto Minho, cinco em Viana do Castelo, uma em Ponte de Lima e outra em Caminha. Como convém a qualquer obra cuja temática se relacione com a arte, também esta se apresenta abundantemente ilustrada, maioritariamente com a imagem geral do monumento, embora existam casos em que é destacado algum pormenor: porta, arcos, janeletes, retábulos, pórticos, altares, abóbadas… De relevar também a inclusão de três quadros com o inventários do símbolos antropomórficos, teriomórficos e vegetais, e geométricos existentes nos exemplares de arquitectura religiosa românica referenciados na obra.
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